Um pouco de um Eduardo.

sexta-feira, outubro 31, 2014

Número de uma casa Portuguesa

Podia ser o número da porta 
De uma casa Portuguesa
Daqueles que se põem a varanda
Crescem ali assomados ao tempo
Contando dias e noites, calculo eu
Somando isso à geometria das sombras
Assim se alimentam enquanto ali vaso
Número sem fim que em mim encho



sábado, outubro 18, 2014

Era uma vez um continua a ser

Reza uma história dentro da História 
Que há sítios que albergam monstros
Do tempo que passou 
E de histórias também é feito o monstro
Do tempo que há-de vir
Fosse este um tipo de Árvore
Com garras de bicho buzaranho
Mas isso seriam verdadeiras histórias
E a História conta-nos que outros monstros
São a única história que não deviamos ouvir



domingo, outubro 12, 2014

A luz tal como a vida pode escolher seguir por vários caminhos

A luz tal como a vida 
Pode escolher seguir por vários caminhos
Uns com mais vida outros com menos luz
Onde às claras te leva com ela ao chão
Num tímido raio te abre caminho pela escuridão







quinta-feira, outubro 02, 2014

O nosso Coração - Uma história com duas partes

O nosso Coração 
Dividido em duas partes que são tuas
Podia ser inicio, meio e fim
Todo o brilho de uma história de Amor
Daquelas que parecem sempre ser únicas
Assim como consegues juntar este Coração
Unidade do sentimento, sem esquecimento
O batimento, cada momento
Sem ti dividido, sem ti fica só

terça-feira, setembro 30, 2014

Metade homem, metade pássaro e uma alma

Lembro-me quando fui pássaro
Sentir que o que separava o homem do céu
Eram estas minhas asas
Esta diferença alada de um destino
Levou-me a aterrar na condição de homem 
E quando sou homem e me sonho pássaro
Sei que não me separo do céu
Porque continuo a partilhar da sua alma



segunda-feira, setembro 29, 2014

Há idades que sobem e não avançam

Há idades que sobem 
E não avançam
Vão caminhando 
Ora com passo à esquerda
Outro à direita 
Como lhe ensinou a idade mãe
Não é este nenhum segredo
Que se tenha guardado nos bolsos
Só servem para esconder as mãos do tempo
Ou para não deixar cair os truques na manga




quinta-feira, setembro 25, 2014

Um dia nasceu um Arco-íris à porta de casa

Um dia nasceu um Arco-íris à porta de casa
De um Ser Humano 
Que nunca perdeu a esperança 
Desde aquele tempo molhado
E outros dias cinzentos
Ter mesmo assim
Plantado a sua semente
Arco-íris para mim
Para todos os que são gente






terça-feira, setembro 23, 2014

Linhas no céu que tocam as nuvens

São linhas no céu que tocam as nuvens
Cordas que escala um céu de Dó a Lá 
Como se fosse uma guitarra 
Feita com uma caixa de nuvens
Que nos tocam com cores 
e outras melodias visuais
Linhas no céu ao ritmo da imaginação.



sexta-feira, setembro 19, 2014

Cortina entre vida e morte

Cortina entre vida e morte
É uma imagem que não temos presente
Aquela que não lembramos quando nascemos
Assim tão verdes para o mundo
E para outro mundo assim o contam
Partimos com uma só cor
Aquela que a mensagem que nos deixa
Que verde nós somos
O verde que em nós fica.





quarta-feira, setembro 17, 2014

Um dia carrego em ti todas as cores


Um dia carrego em ti todas as cores
E vamos os dois 
Por aqueles espaços infinitos de luz
Ao alcance da janela para a terra
Por onde o sol nos espreita todos os dias





segunda-feira, setembro 08, 2014

Natureza com a mão no céu.

A Natureza nunca andou à Escola
A nossa natureza é que por lá andou.
Quem me manda a mim ter aprendido 
Pintar Árvores assim como tu!
Com troncos castanhos e copas verdes
Olhar-lhe antes ao sonho alto, o seu tamanho
Seja ela uma Árvore que sempre pintou o céu
E querer que ele nunca se pinte só de azul.




segunda-feira, agosto 18, 2014

Um caminho para o desconhecido

Um caminho para o desconhecido
por sombras pisadas de sol a sol.
Em que umas conseguem escapar-se 
para debaixo das copas das árvores.
São sombras elas que caminham
Em vez de pelos pés, pelas mãos do ser humano 
em direcção a uma sociedade natural.
Levam consigo uma fila 
de comportamentos e comprimentos regrados. 
Que ali ao fundo, ou lá no fundo..
é a sombra do homem no caminho da vida.   




quinta-feira, agosto 07, 2014

Há dias que me olho ao espelho e vejo o futuro


Há dias que me olho ao espelho e vejo o futuro.
Vejo que sou um triciclo que sou velho do tempo que já não lhe dou uso.
Lembro que no mesmo, pedalo de forma ora a favor da corrente, ora contra a corrente, para que nela a vida me dê aquela bicicleta que é tudo menos monocromática.Porque quem olha para ela, não sabe a cor do seu tempo.Apenas esta cor em que me olho assim, triciclo menino. 
                                                                                                                            Eduardo Franco






terça-feira, julho 08, 2014

Assim é a vida oh tempo!


quarta-feira, junho 25, 2014

Uma Alentejanada


quarta-feira, março 26, 2014

Cor laranja alado

Cor laranja alado

Hoje fui pássaro
de um viver despercebido
não me consegui olhar no meu sitio
Perdi-me num laranja
que faz de mim um dia bonito
mas que até me encontra
numa pálida negritude
que a forma da vida hoje me fez
Percebi de sol a sol
Que de maior o seu tamanho
grandes são as minhas asas
que me fazem levantar voo
ao poiso de outras arvores
com outros ramos
laranjas mais vincados
e viveres assim onde serei sempre

feliz.

quarta-feira, dezembro 18, 2013

Um dia tinha que te dar um nome.

Tenho uma poesia dentro de mim que é toda cheia de tristeza, alegria, vontade, desalento, de uma sufocante monotonia e toda ela um buliço de tempo.Pensei em chamar-lhe Vida.

sexta-feira, agosto 23, 2013

Regresso dos aluados ao seu planeta azul


E se um dia a Terra ficar sem os sonhadores?
Os dias já não se distinguirem das noites, porque simplesmente no Céu vive o Sol e o outro astro indiferente a todos menos aos sonhadores que podem regressar na espiral de um imaginário a uma casa que se dá pelo mesmo nome e que ali bem perto dizem ser habitada pelos "aluados".
"Os habitantes da Lua" afirma-se na vizinhança sem qualquer sombra de dúvida nem da face oculta deste lugar de gente.
E de tantas certezas não deixaram dúvidas aos "aluados" de numa vontade e pensamento criarem um novo planeta azul nesse lugar diferente e proscrito.
Aconteceu realmente. A Lua tornou-se o planeta azul porque tantos como nós assim o quiseram na sua vontade de sonhar. Abriu-se um passeio para a nossa imaginação e um caminho de descoberta para quem nos quiser acompanhar e saber assim que todos somos sonhadores.



Eduardo Franco.

domingo, julho 21, 2013

sábado, junho 29, 2013

Dúvida devida

Enquanto de olhos abertos, olho e nada vejo
Apenas sinto
Um Céu, um Mar, uma Terra
Que vivem na dúvida se serão únicos ou vivem na solidão.

domingo, junho 02, 2013

Lembras-te do dia em que morri?

Lembras-te do dia em que morri?
Ficaste uma pessoa envolta em vergonha
Essa que não te assusta como esse medo
Que escondes de não me teres vencido
 Em vida que julgavas partilhar comigo

Pensas na tua condição igual
Sofres pelo sussurro que te faz viver como te conheces
De eu ser um dia o teu inferno e descubras em mim
Um ser maior que consiga infligir em ti
Algo mais insuportável que a imaginação de toda a maldade da humanidade

Talvez essa seja a verdade e te consiga causar uma eternidade de sofrimento
sem nome
Onde acreditas e sabes que afinal estou vivo e enquanto existir o tempo
Caminha a minha imortalidade pelos teus caminhos que te fazem voltar
num continuo atrás na tua existência.

Só que no dia em que morri, descobri a mesma vida.
Descobri que não tens que ter vergonha de seres humano
De o medo ser um chão imaginário que na verdade nunca
ninguém sentiu o seu piso

E se duvidares e tiveres que gritar por ajuda ou luta a esse medo
Surpreende-te sempre quando te parecer algo se esconder com a
maldade num mundo que não nos pertence.
Deixa-te ficar na nossa casa que é a natureza que te dá vida
Esse mundo justo que como o ser humano não é perfeito
nem pediu para ser chamado de inferno ou até paraíso

Só te pediu que com o tempo, um dia, sobretudo aquele em que morri
Percebas que isto são palavras em fantasia e mais te diria
Se não fosse eternamente envolto em vida e esta não se escreve assim



sexta-feira, maio 31, 2013

Sem sombras da dúvida - Memórias das minhas caminhadas.

4 da manhã no meu caminho de casa.Em cada passo e o seu seguido reflexo olhava de forma fixa para os meus pensamentos, quando calhou da sorte se antecipar à inteligência, e reparar que caminhava ao lado de uma passadeira, onde a minha sombra escolheu dar o exemplo e por ali passar e fazer o certo.Pela luz que me alumiava podia ver-me reduzido naquela sombra, e na comiseração de ser a sombra de uma sombra neste desafio de vida."Aquela que vive rente ao chão" lembrou-me que aquele é o meu tamanho e as vezes que sou infinito no seu prolongamento com a mesma razão.Para casa fomos e sempre chegamos, escolhendo sempre o mesmo caminho.

sexta-feira, maio 17, 2013

Na Quinta do meu quintal.



Sebentas e sendentas de vontade andam estas galinhas
De comer o trigo que nasce espigado no coração dos homens
São umas bicadas ceifeiras que causam inveja à morte
Que delas tudo tivessem menos de putas lhe livrasse a sorte!

E se toda a história de vida tivesse um ou uma verdadeira moiral
Talvez de galinhas lhes tratasse de cabras ou suas vacas
Porque de tanto cabrão cego e boi embezerrado
Não te chega como ando eu e olha tu para o teu estado!

sábado, novembro 17, 2012

O mesmo caminho

Se um dia o tempo perder o meu nome
Acredito que será algo que nunca tive

Mas pode encontrar sempre em mim
Uma vontade incapaz de se amortalhar num corpo
Por sempre conseguir tocar o céu e o fundo do mar.

sábado, outubro 13, 2012

O caminho

Deixa-me ir ter contigo
Ao encontro no caminho da felicidade
Onde não quero contar os passos
Nem a distancia que afaste a verdade

 Verdade essa em que trilhamos o tempo
Toda ela a nossa bagagem de esperança
Sem memórias feitas de trapos velhos
Sim,vestidos de vontade do que não cansa

 Por este querer ir ter contigo
 Razão sem orientação mas sentido
Tão certo e tão perto sentido da vida
Nos encontramos e para que temos vivido

segunda-feira, agosto 06, 2012

Os que chão aquele que eu sou

Cometi e espero cometer ainda muitos erros na vida.Ha gente que não gosta de mim.Mas eu não consigo deixar de ser assim, ser sempre igual a mim. Sonho imenso e isso não é bom, porque a real felicidade é o chão que tenho debaixo dos meus pés, e do chão que é, sinto-me pecaminoso pelo pisar, por ele ser parte de mim e partilharmos o verbo “pisar”com a mesma humildade. Com ele aprendi a caminhar, com os meses e depois vieram os anos, primeiro criança, depois homem, mas nunca deixei de querer ser o primeiro ,sim esse ser criança. Não tenho memoria de ter sentido o primeiro toque do chão nos meus pés, mas até me recordo, porque, dá-me uma enorme vontade de rir e sorrir, do apoio que ele me dá de assumir uma posição de verticalidade.Esse ritual de vida que trouxe na bagagem do carácter, na viagem de criança para homem. Só peço desculpa ao chão, pelos pares de sapatos, com que o magoo. Mas sei que ele compreende, que são os sapatos e as suas sapatadas, que me fazem ganhar o calo, e também sabe o quanto gosto de andar descalço, mas sabiamente assim tem de ser, por sapatos e a sujidade que encontramos no nosso caminho, possa magoar mais do que os meus pés, a nossa relação. E quando ele hoje, me fez companhia até casa, disse-lhe sorrindo, “És sempre um amigo, que me acompanhas aos lugares da vida e comigo ficas sempre até ao dia de amanhã”.Ao que ele me responde, “O que faço contigo, faço com outros, e o que hoje me dizes, sei que conto contigo para senti-lo em mim no dia de amanhã, durante esta nossa caminhada”. Cheguei ainda sem um fim e retirei os pés do chão, mas não esqueci a nossa amizade. Apenas tive de atender a necessidade de um e outro, e poder sonhar para conseguir ter realmente sempre a felicidade, dos pés bem assentes no chão.

segunda-feira, julho 18, 2011

Cheiro a Cigarro

Cheiro a Cigarro
Sentes esse cheiro a Cigarro
Esse e o meu nome que em ti fiz
Tanto o pensei que dele esqueci
E de cigarro es senhora do teu nariz

Cheiro a Cigarro
Quando te alcança um medo fumador
Bato a tua porta e trago de mim
Uma inalação de verdade e prazer
Que te impregna com ditos assim

Cheiro a Cigarro
Onde ele pensativo esfumaça dor
Em morte me leva a mentira e o suor
Da luta acesa do acreditar o amor
Cheiro a Cigarro…
Eu, Homem sempre terei o mesmo odor

terça-feira, junho 21, 2011

4 elementos e mais uma gente

E dificil ser chão
E quantos os são esse chão
São os que pisam aquilo que são
Em vez de terra por cabeças no ar
E pelo ar altivo e leve como o ar
A dificuldade que lhes é respirar

Por destino certo e dito popular
É gente que não lhes falta a agua
Essa que em todo o lado faz falta
Encontram outras formas de afogar
Pois de pisados e jogados ao ar
E com a lógica da agua têm para chorar

E quando nao é da agua de senso nascente
É o fogo que nasce do chão e é quente!
E que lhes consome aquele ar ardente
De quem queima os dedos e mete a mão
São uns tantos elementos ou aquela gente
Ai 4 elementos!Esta gente!

domingo, junho 19, 2011

Casa de folha e papel

Reparei que alguem chamava por mim
Do outro lado da folha de papel
As suas palavras em ponte do seu ser aqui chegavam
A este lado que olhava a distancia deste papel
Que uma qualquer ligação entre dois
Nascia e renascia com a semente do verbo

Convidava a vincar os meus passos de homem
Pelo trilho de palavras inocentes mas sábias de coração
Que não receasse daqui visto o fino manto de gelo branco
Um atravessar de margem a margem a folha de papel vazia
Onde terei de partir pelas palavras que me chegam á pessoa
Afogando e gelando em cada passo este vazio branco

Torna-se assim ela uma superficie de pureza de cor branca
Sao os caminhos marcados pelas palavras até nós
Até nós chegam as palavras que não se fazem notar
Pela nossa transparencia que nao é branca ou papel
Em que nao ha lado nem margem entre dois nem um
Encontramo-nos por nós neste lugar em comum.

terça-feira, janeiro 04, 2011

Eu aquele poste de luz

Pasmo de felicidade e com profunda admiração
Aquele poste de luz que ele luz a minha janela
Esta noite e a outra e tantas mais crónicas iluminações
Em que nunca o ouvi queixar-se nem da dor do stress

E coitado que quando chega a esta hora de render a guarda
E ouve o bichanar cacarejado dos galos que dizem mal dele
Não bastasse este boato de homens bichos galináceos
Anunciar-lhe que o dia o ia despedir por injusta causa

Mas esta cumplicidade que nos prende a terra dita mundo
Por razoes e sortes diferentes de eu ter luz noite e dia
Não o faz abandonar o posto e deixar de ser poste de luz
Porque o que prende aqui sou eu é ele e nunca catrapuz!

domingo, dezembro 19, 2010

Meia poesia a meio tempo

Na vida,quem assim o quiser,o tempo nunca ha-de correr contra eles.
Mesmo com as vicissitudes da mesma, o indiquem no sentido contrario.
Sera so na sua infima parte do momento,este que pelo seu nome em futuro,
nos diz que e importante nunca deixar de sonhar,virtude deste nosso tempo.

terça-feira, dezembro 07, 2010

7

Sete e o dia
Sete são as condenações que me recordo so neste momento
Momentos em como este em que me condenei
Uma e outra vez continuei mesmo condenado não ia ter fim

De todas estas vezes somo as voltas que dei na porta do Inferno
As vezes que caminhei longe de lá que foram sempre vitoriadas nos meus sonhos
Mas o corpo ali parado a espera de ser condenado não me virava costas
Indicava-me com uma verdadeira educação o meu lugar da mentira de vida

Então ali me sentava na beira de uma cama invalida de vida coçada
Um corpo que so ele pediu para ter as chagas da existência dada por aquela cama
Onde os sinais de alguma coisa se forçavam pelos olhos todos eles palpebras
Uma pequena semente de espírito que se salvava por uma lágrima corajosa

Correndo esta no sentido oposto do choro do vazio que se fazia sentir numa sala ao lado
Vazio que criou o corpo que se amaldiçoou-o ter nascido num momento condenado
Por ser a cárcere de um espírito a quem esquartejaram esperança até outro momento

Sete hoje sou teu filho condenado Sete dia de hoje nas palavras iluminado
Sete vezes estas rezas de pecado Sete se repetem por muitos os dias de um condenado

quarta-feira, setembro 01, 2010

Espelho meu, felicidade minha.

Deixo-me consumir pelos pecadilhos grão de areia do dia a dia.Com isso, esqueço-me de ser feliz por teima de um espirito de dinamica procrastinação.Ausente dos olhares da sua essencia, feita de tijolo de amor, que é a vontade de uma vida que toma um e outro rosto, quando estes não se inventam na textura de um quimerico espelho.

terça-feira, agosto 24, 2010

Tenho de ir já são horas.

Tenho de ir já são horas.
Nunca a existência da vida enganou tão bem o tempo.
Uma desculpa decapada e esfomeada que esconde a flacidez em que se tornou o eterno.
Mas toda ela se mostra como fosse senhora de um Relogio divino,em que as horas criminosas não lhe roubaram ou mataram a vontade de encher o corpo do enebriante eterno.
Por isso.Na sua anatomia de sentimentos,encontra vezes sem conta este seu estigma de Peregrino redundante.Que faz das horas que ja são, as mesmas que já foram o seu dia e a sua noite, que tornam amanhã a escrever a sua vida pelas mesmas palavras, pela linha do eterno, em tempos que e preciso faze-lo porque já são horas.

domingo, agosto 15, 2010

O Vazio e o Ser

Quando o vazio preenche o imenso ser que habita a vida.
Quando dei por ele,vivia paredes meias comigo.Dando-me por vezes aquela impressão perseguidora, que ate partilhava aquela mesma janela, onde olhava para o outro lado do mundo e imaginava montar ali um negocio de uma loja de espelhos.
Realmente estranhei a mudança.Cheguei a duvidar se seria a dele ou a minha.Nunca vi correspondência dele na minha casa.Passava sempre em silêncio junto a ele, sem qualquer despesa verbal de um bom dia ou boa noite.
A verdade,é que ele ja la vivia.Naquele condominio fechado.Antes da vinda do Adão e pouco a pouco tornou-se mais furtivo, culminando com a chegada da Eva.
Hoje conseguimos ter esta conversa,quando entrei com as minhas chaves pela sua porta de rosto igual.
Culpo este forçado engano, ao factor desta mudança, que distraida de andar sempre a namorar o tempo,traz estas confusões e suposições em retalhos de existência e em testemunhos de orações.Ou seja uma alinhavada lógica que protege,o imenso ser que habita a vida.

terça-feira, maio 18, 2010

Fadiga

Aquela cabeça perdida que faz
O toque entorpecido de todos os dedos

A voz presa no cortiço de uma língua
Joelhos prostrados a invalidez do sentado
Olhos que so se mostram na sua mingua

Pés de gente feitos em pés de vento
Corpo renasce!Pensa!Que vida é alento!

domingo, março 14, 2010

O acordar,A furia,O caminho.

Filha da tristeza.
Tu que de ignorante esperança
Morres semente apodrecida

Prova a aridez do silencio
Verbos de uma boca
Que não beijam nem salivam
Em terra maldita

Fertil,mãe de nada o teu acontecer
Esteril,a vontade que era bruta
Arrancada num tempo de um homem e a sabedoria
Para amanhã a viver onde cresce a luta

domingo, janeiro 24, 2010

Juventude,Adolescência.Palavras d´uma consciencia.

Escuto, esqueço palavras dormentes
Falam de amor vago e quente
Torram-me o espírito já cinzento
Pobre e sujo solto ao vento

Falam-me de ti, d´uma verdade
De uma monção que traz fertilidade
Um sopro de doce saudade
Que respiro em tom de felicidade

Deixa-me sentado numa aragem
As brisas do destino falam-me de uma saudade
O teu nome soa entre a folhagem
Sussurra o amor entre a verdade

A verdade torna-se um turbilhão de desejo
A minha felicidade em ti vejo
Porque o mundo escapa a dor
Quando em ti encontra o amor

segunda-feira, junho 08, 2009

O dia que tentaram viver

Foi no dia que eles tentaram viver
Deu-se a verdadeira morte do artista
O João Pestana das palavras
A morte dos ditos e chamados poetas
Amortalhados nas suas palavras de presságio

Foi o pranto dos seres que lêem a palavra vida
Por ali perdidas as mesmas palavras se lamentam
Pelos sentimentos que perderam o pai e a mãe

A tristeza, seca as lágrimas numas folhas ausentes de escrita
A alegria, procura onde está quem a trouxe ao mundo
Os outros filhos abraçam a mesma vontade dos irmãos
Todos pensam se ficaram órfãos da sua própria existência

Ali jaz uma condição que nunca será ela uma verdade
Numa morte anunciada durante o festejo desta vida
Poeta, homem e mulher, feitos de sonho e razão infinita.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Existo

Um dia fiquei sozinho no meio do mar
Dei conta que estava nos braços da mãe natureza
Que como o mar se estendia por cima de mim um céu

O azul tão dominador que nos rodeia e nos protege
Mais do que uns dos outros de nós próprios
Recordando-nos de quem realmente somos

O respeito de nos chamarmos homem e mulher
Seres de aspecto divino e de ignorância vivida
Aqui estou eu nome igual entre os largos biliões

Abraçado neste todo cujo nome pisado pelos meus pés
Agarrado sem tacto nas minhas mãos sem forma de tocar

Ao menos fosse alguém explicar pelo meio o como de respirar
Sermos nós biliões de partículas de oxigénio que vive solto

Dizer que no meio do céu e do mar existe uma multidão só
Capaz de dizer que é alimento daquilo que diz ser vida

quinta-feira, dezembro 18, 2008

É Natal

É Natal.
Tanta alegria no mundo
Que só apetece cortar os pulsos!
O direito..
Por cada bomba que rebenta
Deixando sem casa uma família de doze
Que se procuram em tamanha aflição
Desejando neste Natal
Continuarem a ser os mesmos doze
Unidos, mesmo sem um telhado
Que lhes permite ver o céu
E a estrela da boa nova
Aquela da historia de um messias
Que foi visitado por três
E agora nem olha para estes doze

É Natal
Tanta alegria no mundo
Que só apetece cortar os pulsos!
Agora o esquerdo…
Quando olho para o meu prato
Cheio de comida.
E enjoa-me saber que ali ao lado
Esta a minha mesa de miséria Franciscana
Comparada aos que deixam apodrecer alimentos
E falam de boca cheia.
Arriscando-se a ter um enfarte da alma
Isto se verem uma criança de oito anos
Receber algo mais precioso que ouro, incenso e mirra
Um simples saco de farinha.
Que pelo facto de ser um
Partilha-o com a sua mãe sozinha
Que amamenta o seu irmão mais novo
O mais recente familiar de doze.

É Natal
Tanta alegria no mundo
Por favor! Não cortes os pulsos!
Porque neles corre o sangue
Que dão vida ás tuas mãos
Capazes de fazer em cada dia do ano
Para todo o mundo.
Um verdadeiro Natal.

terça-feira, novembro 11, 2008

De Manhã amanhã

E dia diz-me esta manhã triste e pouco desperta
São as mãos da existência que me puxam as pernas
Fazendo-me sentir o soalho que há anos me faz ficar velho

Dele começa a vida que te faz deixar a cama despida
Começo eu abre a torneira, fecha a torneira.
Mal consigo comer do prato, lavar o prato
Para, arranca no ainda e cedo que no relógio já se faz tarde

Somo filas intermináveis de condenados aos soluços do dia
Ninguém sabe quem é o primeiro ou o ultimo desta lei
Apenas temos que chegar uns aqui outros mais além
Porque no dia temos que sempre voltar a clausura
De uma manhã que se aproxima com ordem de soltura

quinta-feira, agosto 14, 2008

Em tempos de mar e amar

Que tempos se vivem por aqui à volta
Em épocas daquele calor intenso e bravio
Arriscam-se vidas a marear numa casca de noz
Porque é certo para nós que não queremos um navio

Por isso se fazemos ao mar que na nossa fuga é frio
Nele vamos remar e remar até onde a agua parar
Onde nele está vida com nome e ausência de vazio
Em ti chamo amar e mais mar de vezes sem fio

Haveremos de voltar do mundo onde vive o mar
Em tempos de promessas de sempre lá voltar
Dele trazemos vida dada ao calor intenso e bravio
Faz lembrar o mar e o amar sempre que para ti sorrio

sábado, junho 07, 2008

Só por hoje….

Só por hoje sentei-me na vida de uma estrela
Elevei-me aos céus em sinal de perdão colo de mãe
De em tempos estremunhados e choros inquietos
Ter sido um dos anjos caídos pelas vozes dos insurrectos

Perguntei ao tímido brilho que diminui a cada verbo meu
Se toda a sua vida se entranha nas minhas palavras sem lei
Arrasto essa sua cor de luz pelos caminhos da minha mão
Como nómada celeste que viaja em astros sem constelação

Só por hoje tenho o gosto de sentar na vida de uma estrela
Onde fui convidado a morar num céu sem porta ou fechadura
Nem estranho sicrano ou beltrano viu que o brilho se perdeu
Porque no céu ao lado há uma estrela que em si o tempo dura

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Banco de Jardim

São as horas em que os minutos se atrasam
Aquele tempo em que eu passo por mim
Vejo-me a olhar aquele banco de jardim
Onde me vejo velho e não vejo fim

Jardim que nunca brinquei junto a escola
Nunca fui neto de tanto me chamarem pai
Esse jardim foi terra que semeou o meu pão
Com meia sardinha que não conheci o seu mar

Hoje neste sitio só já moro eu e a saudade
Tudo acontece depressa demais e por si passa
Aquilo que eram jornais já não é novidade
São imagens e vozes com uma estranha graça

São as horas em que os minutos se atrasam
Novamente falo do tempo que fica cansado
Desta gente que sem dar conta por si passam
Neste banco de jardim...Eu…Sorrindo e sentado

segunda-feira, janeiro 14, 2008

No caminho de mais um cigarro

Estrada de assombrações que te cobrem terra maldita
São estes os caminhos que ligam um povo que corre
Neles rodam o teu cheiro em piso de sorte desdita
Mais a frente a tua sombra se cobre em escura brita

Levas na mão, cigarro sujo como esse alcatrão
Esse que pisas mas quem em ti vive no pulmão
Não te inquietas por na vida procurares a morte
Porque mesmo com este sinais não procuras a razão

Deixa-me ao menos a mim voar nas asas do infinito
Na passagem deste caminho onde em agonia soltas um grito
São assombrações que se esfumam nos teus dedos encardidos
As quais com o meu sopro afasto tirando-te de um mundo maldito

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Vou ter com a minha gente

Povo meu, Gente minha que me acolhes
Adentro nas tuas casas me sento junto a lareira

Que saudades tenho de vocês meus queridos velhos
Do vosso silêncio ao encherem de carne a tripa do porco
Ouvir-te a ti minha tia de setenta anos que fala do ano passado
Esperamos juntos pela hora em que nos deitemos em colchões de lã

Sonho eu a manhã seguinte em que me deixes dar trigo as galinhas
Vejo-te nesta manhã com o teu olho no fogão onde assenta o almoço

O nosso dia vai crescendo nos cumprimentos aos compadres
Esses que a par de nós nos deixam a sua porta aberta
Onde entra o sol e a brisa que faz respirar as tuas paredes de cal
Por onde entro também para lanchar leite com café e pão com manteiga

Povo meu, Gente minha que me acolhes….
São estas as palavras que viveram a tua vida
Por lá passei eu de forma alegre e sentida
Tudo de mim em ti ficou e nada foi de partida

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Para o meu pai

Papá, Papá....
Tenho sono, mas não quero dormir
Tenho saudades e não te quero ver partir
Fica comigo com o teu ar sério ou em sorriso
Quero abraçar-te e nunca mais te largar
Quero viver tudo aquilo que prometeste
Pela tua vontade de tanto me amar

Papá, Papá…
Cada dia acordo com a buzina do teu carro
Até trocava os sapatos com a pressa de correr para ti
Pai é hoje que vamos á pesca?
Vamos galgar terra até chegarmos ao mar?
Tanto me faz! Qualquer coisa!
Apenas contigo quero estar!

Papá, Papá…
Nestas palavras falamos de nós
Memórias em que para ti não me canso de olhar
Por seres aquele que me deu a mão ao pular o tempo
Que para sempre não esquecerei que hei-de sempre te amar

domingo, dezembro 23, 2007

De vez em conto

Homem sem idade, louco, sábio…
Gafanhoto das estrelas
Deixa-me sentar junto a ti e ouvir

Ouvir esse teu conto de gente
Que fazem rufar os tambores
E as flautas esguias de estranhas melodias

Desenhas o nosso sonho alquimista
Em ventos de encantos criminosos
Traças, rostos calados no teu pó de pedra
Que se aprisionam nas nossas mentes silenciosas

Deixa-nos gritar por o nosso desejo de tremer
Assusta-nos como crianças fora do leito da mãe
Recomeça esses dizeres que o tempo te deixou nas mãos
Fala-me como fui um homem condenado…
Em que juntei-me nesse teu lugar mundo ao resto dos irmãos

sábado, dezembro 22, 2007

Acredito em ti

Acredito em ti, Acredito em ti
Deixa-me, que tu sejas feliz
Que possamos estar juntos num dia santo
Num dia em que o sol se mata
E que volte a nascer por esta coisa que nos une
Enquanto esse momento acontece
Que em nós viva esses abraços e beijos sentidos
Carícias que nos provoquem a alegria prometida
Que da tua boca soem as palavras que te fazem viva
Mulher que és minha e toda a tua alma despida

Acredito em ti…
Enquanto caminhamos na areia vincada pelo amor
São os nosso passos que nos fazem lembrar o amanhã
São as nossas mãos correntes que nos prendem ao destino
És a minha vontade, o meu prolongado desatino

Acredito em ti…
Porque amanhã serei eu como tu és para mim

domingo, dezembro 16, 2007

Heroína, cocaína, ecstasy

Heroína, cocaína, ecstasy

Tudo e mais este pouco tomei
Para que viesses para dentro de mim
Tentei comprar-te em pequenas doses
Quando te queria toda em tamanho frenesim

Alucinei vontades tristes e efémeras euforias
Sentia-me um rei com um verdadeiro trono
Quando na verdade ia nu e só mesmo tu rias

Heroína, cocaína, ecstasy

Ressacado do speed ball que viveu em mim
Foste garrote apertado que me prendeu a vida
Quando para ti caminhava como amor suicida
Reparei que antes de em ti ser, já tinhas tido fim

Heroína, cocaína , ecstasy……

sábado, dezembro 15, 2007

Testemunha da tua vida sem nome

Sou a tua testemunha de mais este dia
Em que o sol por ti passa nesse olhar desmaiado
O teu forte é essa cadeira sem braços que te apoiem
És um corpo pingado no pires da chávena desse café

Veneras o chão pelo qual tu te arrastas em cada segundo
Não te negas a viver o tempo seco e gélido que faz na tua boca
Levas uma vida mais cinzenta que o borrão desse cigarro
Esse que de incandescente se consome como fosse o teu farol

Faz-me um sinal se estas a sorrir ou se a morte te leva a dormir
Será que continuas contigo quando a noite cai e se correm persianas
És aquela figura que ficou semeada por algum medo numa cadeira
Da qual eu sou sua testemunha de hoje e de mais outros dias.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

A poesia foi feita prós feios

A poesia foi feita prós feios!
Em 30 anos ou mais de vida….
Nunca vi o Cyrano ou o Camões
Desfilar numa passerelle!

Mal fosse se assim o fosse!
Não tinha Cyrano que cheirar versos
Com a sua longa protuberância nasal
Ou não visse Camões o mundo com bons olhos!

Mal fosse se assim o fosse!
Se tal como esta capa de couro polido
Fossem as páginas interiores do meu livro
Acreditar que a poesia foi feita prós feios.

terça-feira, dezembro 11, 2007

Com esta vida

Com estas mãos, te toco
E pergunto-me quem és
Entre as impressões digitais

Com estes braços, te abraço
Procurando saber se te envolvo
Como o fiz daquela primeira vez

Com esta boca, te beijo
E tento saborear-te em cada momento
Que aconteceu este toque envergonhado

Com esta voz, te chamo
Esperando que venhas ter comigo
Para falarmos sobretudo de ti

Com esta cabeça, penso
Penso que…
Com estas mãos
Com estes braços
Com esta boca
Com esta voz
És aquilo que diz ser vida

quinta-feira, novembro 01, 2007

Painkillers

You take me a mortal question
As i wake soaked up in my sweat
What the hell have I….
Looking to my hair getting thin
My memories come haunting me
And i ask to myself if i have some…

Painkillers my life is a mess
Painkillers im feeling nude
without nothing to dress

I see people laughing at my soul nudity
And i hide my own in the shadows of darkness
Where my youth becomes softer than the air
My fingers crawl in that room searchin for….

Painkillers my life is a mess
Painkillers im feeling nude
without nothing to dress

I wait in bleedin thoughts and i can´t stop thinking
Thinking about thinking when you become a healing
My eyes and palms are dripping guilt and innocence
Im just one more hell angel wating for the same….

Painkillers my life is a mess
Painkillers im feeling nude
without nothing to dress

Want you be my friend… I hope so if you are…

Painkillers my life is a mess
Painkillers im feeling nude
without nothing to dress

quarta-feira, outubro 31, 2007

O dia em que chegou o dia

Sabia que chegaria o dia
Em que a mão da razão me tocaria nas costas
E de uma forma perdida a realidade me abraçasse
Perguntando-me o que vivi eu no dia de amanhã
Se terá sido o dia em que tentei viver mais que a vida
Em que sorri entre lábios de tristeza e uma estranha alegria
Resignei-me e despontei as aguarelas quase secas de pensar
De me verem tão cinzento e sedento pela força que me faz caminhar
E aquela vontade de quem nos acompanha no silencio do pensamento
E nos entoa e grita do fundo que nos ameaça um dia tocar
Dai nasce aquele punho cerrado de mão aberta e pujante
Que agarra e enfrenta esse dia que vivo e teimo em passar
Porque hoje chegou esse dia
Em que amanhã sou eu que existo em que amanhã vou estar

quarta-feira, outubro 17, 2007

Pour toujours cette nuit

Tu sais est dans la nuit que je sens plus ton manque
je me rappelle que le monde existe pour quelque raison.
Les sourires il vient avoir avec moi
Comme une maison pleine d'amis
De bras ouverts je les reçois comme si dans mes bras t'avait à toi
Pour cette éternité qui est notre temps
Et dans le moyen d'eux nous rions et fêtons notre amour
comme deux enfants la récréation à dejouer
Demain de certitude qui sera nôtre
Parce qu'aujourd'hui nous sommes joints dans une nuit
que jamais plus va finir

Te escucho

Hoy me acuerdo de los días que han venido por la paz
Me acuerdo que las calles estaban desnudas y respiraban libertad
Mi fortuna mi voluntad estaba en tus manos llenas de sudor
En el pueblo se gritaba por tu nombre en vagas de amor.

Eres la esperanza que vive aún en la mirada del corazón
Hijos oriundos de la tierra que te creen la raíz de la razón
Grita y pone a caballo por los campos de la virtud
Y lo verás adelante que lo futuro es tu juventud.

Aún quédate por un momento en las palabras de ayer
Tus padres te enseñarán tu espíritu culpable de ver
El tiempo que no cambia para los que luchan
Pero traen felicitad y fuerza para los que escuchan

Hoy me acuerdo el día que viniste por mi paz……
Te escucho.

sábado, outubro 13, 2007

Hoje…Volto para ti amanha

Hoje vi que quando cai não era um dia diferente
Não chorei como quando o acontecia em criança
Também não te conhecia a ti nem a tua gente
Como nessa altura gostaria agora ser cavalo
Para poder fugir a tua imagem que me cansa
Cansa-me estes delírios e mãos tremulas
Que me acompanham a caminho de casa
Vou sozinho porque tu és a minha solidão
De ao afastar-me de ti encontrar-me a mim
Em pensamentos idílicos que te levam em vão
E nem imaginas o quanto ando…km de desilusão!
Nunca pensei que fosses chão sem terra
Terra minha que alimenta esta e aquela ilusão
Ensinou-me nas suas pisadas que toda a gente erra
E nela quanto mais em ti me afasto em ti deixo o coração

quinta-feira, outubro 11, 2007

Um bocado do teu gelado

Da-me um bocado do teu gelado
Da mesma forma quando me deste o primeiro olhar
Numa tarde de calor em que me desafiaste a dar as mãos
Juramos nesse pacto aquecermo-nos no nosso Inverno
Enquanto as tuas palavras juravam mudar o mundo
Eu conquistava terras de eternos sorrisos cor de luz
Sentíamos nos corações aquelas taquicardias de vontade
De ser mais do que nós…Sermos o outro!
Em cada dia que a vida nos leve a lugares incertos
Sabemos sempre onde nos encontrar pela geografia do amor
Por isso te peço que me dês um bocado do teu gelado
Porque não quero perder o sabor a ti.

quarta-feira, outubro 10, 2007

Tomorrow..Ill be there

The day is gone for tomorrow
Flew in the dark wings of the moon
A stranger in a strange land he sits
On a rock of silence looking like a goon

How long can his legs and arms wait
Being doomed by dispair and lack of faith
A stranger in a rock tosses a dime
Guessing whatever it becomes in time

A journey of pacience in the realm of the night
The shadows of oblivious thoughts are dancing
The music that a stranger whistles so bright
That only tomorrow he will rise up and fight

domingo, outubro 07, 2007

Embriaguez sentimental

Olha como estou eu cansado
De respiração acelerada e magoada
No frio da manha inquieta e desolada
Que se abate sobre os corpos adormecidos
Faltam-me as forças como coirão ressacado
Que vomita da alma pensamentos sentidos

Toco o chão que se arrasta pró infinito
Mais do que o gemer pudesse eu dar um grito!
De me lembrar dos sinais que a idade me deu
E não consigo! E dói-me com tanto atrito!

Encostam-se as mãos suadas no rosto da porta
Que para alem de turva é uma vida torta
Deixa-me respirar só mais esta vez
Porque diz esta noite que o amanhã me conforta

quarta-feira, outubro 03, 2007

Cidade minha

Normal viver um dia
Neste dia em que faz sol e cai a chuva
Em que saio para rua em cada manhã
E só a tua ausência me surpreende
Vou ao encontro de toda aquela gente
Vou um pouco atrás um pouco a frente
Desta mexida urbana sem sentido
Que da vida as montras das lojas
E que sufocam os bancos dos autocarros
Neste barulho social em que cá vai mais um
Este que sou eu, que corre o olhar por ti
Cidade minha, tão diferente que te vestes desta gente
Vejo-te no rosto desta mulher que de irmã passou a tia
De forma igual foste tu menina em que em ti brincava
E como antes se faz o agora,em ti vivo e em ti sorria

sábado, setembro 29, 2007

Hora marcada

Já me ouviste falar da noite
Daquelas horas magicas
Em que vou ao teu encontro
Sei que lá por alguma razão estás
Pergunto-me se esse será o nosso tempo
Que me prometes em palavras gastas
Mas são elas o nosso leito de amor pobre
Nele tenho vivido em rezas de desejos eternos
Mais do que cruzarmo-nos nos olhares alheios
Podermos ter aquele prémio de sermos vida
Porque não esqueci, e vejo-me em ti remar
Nesta agua que bebo, nos teus passos solitários
E eu estou ali e tu por ali estás naquela espera
Em que sigo-te naquele piso de formas diferentes
Que nos aproxima por uma vontade tão igual
Somos os dois que vamos ao encontro de cada qual
Naquelas horas mágicas sobre o signo da nossa noite

domingo, setembro 02, 2007

Vita et Vita

Imponente violenta e valente vontade se ergue o mundo
Em tal espectro de pasmado estou eu debaixo dos seus olhos
Viajo eu no seu sopro do infinito pujante oriundo
Nos seus sapatos de caminhos trilhados e saia de mil folhos

Marca em mim aquelas imagens do povo das estrelas
Da raça do deus sol e do leite da mãe lua
Entoa na alma as cores que a natureza anseia em vê-las
Nas mãos do meu passo decorado na rua

E este o seu desejo de ver um filho partir em si
Em tamanha ambição corajosa e desgarrada
Vê–lo abraçar a verdade que para todos está ali
De nos seus braços na felicidade dele se veja amada

sábado, setembro 01, 2007

Dorme

Dorme, dorme
O mundo comeu a fome!
Dorme, dorme
Partiu-se o último soldadinho de guerra!
Dorme, dorme
A criança tem um saco cheio de sorrisos!
Dorme, dorme
A inveja foi presa por excesso de velocidade!
Dorme, dorme
A doença é a força de estar vivo!
Dorme, dorme
Os gritos são as vozes do riso!
Dorme, dorme
O amor pediu boleia ao coração!
Dorme, dorme
Porque o homem já não é o papão!

Dorme, dorme.

história

Cruzei-me aqui com uma história de um entretanto
Reparei naquele alpendre e convidei-me por lá me sentar
Procurei no bolso esquerdo caneta e um pouco de papel ou tanto
Em palavras desenhei os teus contornos e cantigas de embalar

Como aquele saudosista que se ergue nos rochedos sobre o mar
Tentei recordar-te tal como pátria distante e coração desfraldado
Quando um dia foste o meu primeiro mundo e canto resguardado
Caminhei eu em ti caravela dos afortunados e sorrisos de encantar

Lancei-me então naquela velha vontade de rasgar ao longe o céu
Passou o dia, passou a noite e mais toda aquela coisa sem nome
E foram tantas aquelas que de si contaram sem deixar cair o véu
Mistérios, hemisférios, e aquele toque que ao longe quase se some

Vamos então começar do principio de mãos dadas com a infância
Era uma vez tu e eu e aquele saco de magia de A E I O U
De onde tiravas aquelas letras de uma ansiada ignorância
Estando eu ali sentado a espera de me contarem alguém como tu

sexta-feira, agosto 10, 2007

Um acaso de um caso

Sabes, ainda bem que te encontro…
Apetece-me falar de amor
A noite de ontem foi suada e esquisita
E na altura pareceu-me ser aquele calor

Espera não te assustes com o breve silêncio!
Tanta é a vontade de falar dos mundos passados
Que preciso de olhar-te como se fosses ontem
Em que em ti dormia em sonhos abençoados

Queres sorrir enquanto o teu café arrefece
Então fa-lo, enquanto te meto adoçante no coração
Dois dedos de conversa e uma dose de nós os dois
Meias palavras para que ontem tenha uma razão

Hoje acordei com este sabor a ti na boca
Pensei que hoje devias de estar rouca
Porque ontem fingimos que falávamos de amor
Os dois tal louco e louca, num encontro com aquele calor

quarta-feira, julho 11, 2007

Ser humano

Hoje o mundo sonhou que não acordava
E uma voz dentro dele vociferava
A mãe de todas as coisas para o berço olhava
Chorava o céu porque nada em si já brilhava

As crianças nuas caminhavam num futuro desalento
As portas das casas batiam e não era pelo vento
O homem escondia-se nas torres de marfim
A humanidade rezava e pedia pelo seu fim

Foi então num fogo de coragem e de vontade
Que uma voz entoou, em tamanho desmando de liberdade
Trouxe olhares e forças que nos fez seguir viagem
Incautos agarraram a cauda da vida e toda a sua imagem

Todas as coisas aconteceram e assim o mundo o viu
Que pela vida o céu brilhou e para ela sorriu
Na caixa de pandora voltou a essência de quem sonhou
Pela virtude de quem a abriu e que para sempre o mundo amou

Para

http://sonhodesonhar.blogspot.com/

sexta-feira, junho 08, 2007

Retrato do poeta

O que eu não me ri com aquele gajo ali
Gordo, careca com camisa de cetim
Com uma barba de Lenine
E pelo que vestia só lhe faltava o popeline

Sentava-se naquela estratégica mesa de café
Mesa essa que para ele tinha de ser de tripé!
Tinha uns óculos que assentavam num bigode
Apercebi-me que era tipo para quadra,soneto ou ode

Reparei que também era bem magrinho!
E ali na esplanada só bebia café nada de cerveja ou vinho!
Era uma figura pacata, pela indiferença não causava confusão
Ali estava de perna cruzada pelo Almada pintado a mão

Vim a conhecer este individuo melhor
Como ele me disse..Cá estamos sim senhor!
Vi que estava acompanhado pela multidão da palavra
Em que pela caneta no papel a sua imaginação lavra

Sinto-me Cansado

Sinto-me cansado
Entrei aqui já meio entornado
Só tu sabes as horas da noite
Em me serves este gin e o whisky marado

Sinto-me cansado
Neste lado do bar sei que estou ao copo agarrado
Viras-me as costas de frente
Com um sorriso que faz-me esquecer o passado

Sinto-me cansado
Ao som das musicas roucas e ritmo compassado
Cantas-me aos meus olhos uma melodia consciente
Em palavras de sim e de muito obrigado

Sinto-me cansado
Vim porque quero mais do que aqui estar sentado
Neste balcão onde sou cliente e me acendes um cigarro
Pensar que afinal sinto-me, sinto que estou ao teu lado

domingo, março 11, 2007

Deixa-me perder pelas ruas...

Deixa-me perder pelas ruas...
Encontrar o sol em forma de mil luas
Esganar-me com a fome de viver
Estar aqui e daqui poder-me perder

Deixa-me perder pelas ruas...
Pelas vozes do presente que estao nuas
Despidas de odiosos burburinhos da verdade
Que pelas maos acaricio a sua castidade

Deixa-me perder pelas ruas...
Em pele de vida em que me tatuas
Imagens de vento e sons mudos
Aos olhos dos cegos e ouvidos dos surdos

Deixa-me perder pelas ruas...
Pensamento só em ideias tuas
Rendilhado numa vontade que debruas
A ti peço..Deixa-me perder pelas ruas...

quarta-feira, agosto 23, 2006

Rosa flor em tempo de Figos

Entro porta adentro
Até me esqueço dos meus amigos
Tremo por seres o meu epicentro
Rosa flor em tempo de Figos

Adentro estou eu de pensamentos escabrosos
Vociferando a tua veia espinhosa de traição
Golpeando-me de cheiros pecaminosos
Verte-me o orgulho e tira-me a razão!

Pensamentos nómadas de fino trato
Que viajam nas tuas pétalas de insanidade
Tentam falar e lhes sufocas o palato
Pede-lhe a vida e ouve-lhe a verdade!

Assim…

Nómada ando eu esperando um dia colher
Frutos espero eu em tempo de Figos
Que por Rosa flor o certo e ser a mulher
Assim o espero eu meus lembrados amigos

sábado, julho 01, 2006

Por ti Portugal

Num mundo tão grande vive um país tão pequeno
A quem os pais deram o nome de Portugal
Vive um povo sonhador cheio de saudade e amor
Quem disse que o viu nunca viu nada igual

Terra de tudo boa gente um pouco ou tanto sorridente
Quando a tristeza lhe chega algo vai mal
Por amor a camisola tiramos um coelho da cartola
Depois dizemos que tudo isto é natural

Já fomos a muito lado um povo viajado
Onde estivemos todos falam Português
Esta língua de Camões na boca de milhões
Faz com que eu grite o teu nome mais uma vez

Já fomos marinheiros alguns uns caceteiros
Que roubam o pai a mãe e a tia
No meio da guerra já fomos padeiros
Não fosse a mulher ainda por cá espanhol se falaria

Numa terra de Viriatos e alguns Lusitanos com fatos
A maior parte não despe a roupa do trabalho
São os Tugas e os Patrícios os Infantes e os Magriços
Que fazem com que tudo isto não dê um tralho!

Lá fora já nos tiraram a fotografia e viram que não é mania
De teimarmos em ficarmos sempre bem no retrato
Com alma de emigrante e asa de cotovia
Já mostramos que até somos de fácil trato

E cá nós vamos sempre com este nome
Este orgulho que nos é normal
De gritar que não temos fome!
Porque nos enche a alma com o nosso Portugal!


Em dedicatória á selecção Portuguesa de Futebol no Mundial de 2006.

segunda-feira, junho 19, 2006

Estou sim?

Porque teimas em ligar-me ás duas menos um quarto?
Não sabes que eu sei que és toque que toca
Vais insistindo em cada segundo que a mim…louca!
Vê o que eu penso de ti. Tudo e ainda o teu amor farto
Essas tuas novelas e novelos em que brinca um gato
Essas tuas imagens fofas que rodam tal filme chato!
Oh tu tal como poeta de encantos desamores…
Apregoas-me faias e infliges-me dores!
Ai mulher! Se assim te pudesse chamar…
Comprava-te um par de sapatos para te calar!
Maldito telefone que toca sem eu o poder desligar…
Talvez por esperar ás duas menos um quarto…
Que haja alguém que eu anseie por estar farto.

domingo, outubro 16, 2005

Ser Português

Ser Português é acordar cedo
Apanhar o autocarro para começar o enredo
Dá por si já no trabalho
Na manhã madrugadora que ás vezes têm orvalho

As horas passam até ao meio dia
È tempo de comer um prego servido pela empregada Maria
Entretanto brinca com o vizinho do lado
Cantando histórias, chulas e fado

Sai sempre à hora do costume
Em casa espera-o a família, o cão o gato e o lume
Pelo caminho namora as moças novas que se descem na paragem
Com os sonhos dobrados no jornal lá segue viagem

Mete a chave na ranhura da fechadura
Pensa que sina mais triste, que vida mais dura.
Entrar em casa depois de um dia de loucura
Que feliz ocasião banhada na mais pura doçura

quarta-feira, setembro 14, 2005

Partir e Ficar e sempre Amar

Vi-te junto à estação
Tinhas a tua mala na mão
Imagino que ias de partida
Sem teres passado pela minha vida

Quem és tu mulher de roupa de verão
Saia lisa e decote sem perdão
Imagino que ias de partida
Quando te vi com o bilhete na mão

Foste ao guichet pedir informação
Perdida não estavas e não ias em vão
Imagino que ias de partida
Levada pelo engano ou então pela razão

Olhas-te para as horas em profunda reflexão
Deixaste cair o bilhete e não o apanhaste do chão
Imaginava que ias de partida
Mas ficaste e caminhaste para junto do meu coração

quarta-feira, setembro 07, 2005

Num momento

Foi um breve momento
Maior que todas as coisas
Expirei em tamanha irracionalidade
Quis saber o teu nome
Não queria deixar de olhar para o teu rosto
Mas percorri o teu corpo com olhos vorazes
Voltei no entanto a tua boca que os lábios se abrissem
Num sussurro apressado atendeste ao meu pedido
Não percebes que quero mais…Do que ter por quem chamar!
Porque soltas esse bafo tão quente ao escutares as minhas palavras
Falas-me ao ouvido, enquanto pestanejas, inquieta contigo
Não te acalmes…Não é preciso…É preciso que me beijes.
Sim…Fui eu que pedi…Foste tu que quiseste.
Olha as minhas mãos a tocarem o teu rosto
Dedos humedecidos em lábios sedosos fecham as pálpebras
Correm no caminho dos teus sumarentos seios
Enquanto os teus cabelos dançam a minha volta
Dou por ti quase nua…Que fizeste mulher!
Perdi a minha roupa na tua…Que fazemos mulher…
Dou por mim salivando por esse teu corpo
Beijando o que vai além do teu nome
Surpreso vejo o desejo possuir-te no meu corpo
Falo-o livremente enquanto me manténs duro
Sou eu agora que te tem…Deixa-me ser eu
Enquanto te entrelaças em mim
Sabes que sou eu que entra em ti
Ardendo em mil chamas de amantes fervorosos
Deslizo em ti…Ai como me deixas….
Não consigo respirar! Deixa-me morrer em ti
Mas vejo-te já tão lívida que cais sobre mim…
Eu solto-me em terras de prazer e não paro
Deixa-me morrer…Suplico-te!
Tu olhas-me nos olhos no momento ideal
Naquele breve momento
Onde o teu nome foi e será…
A vontade de amar.

quinta-feira, setembro 01, 2005

Terra ali que se avizinha

Terra ali que se avizinha
Pão feito de Espigas 
Com Açorda e Migas
E eu digo que é minha

Vive lá um Povo
Filhos de boa Gente
Da Galinha tiram o Ovo
Do Forno o Pão quente

Terra ali que se avizinha
Enorme Sol em paredes de Cal
Cai também o Frio na mantinha
Junto à Lareira perto do velho Quintal

Mão aberta, palavra esperta
São um Povo de boa tradição
Entre Cantigas de Vida desperta
Vinho no Copo com bom Coração

Terra ali que se avizinha
Searas de Fogo e Terras de Vinha
De onde sai a Uva e a Farinha
E tudo isto posso dizer que é minha!

domingo, agosto 21, 2005

Amor és tão pouco.....

So me custa dar-te o amor porque é um sentimento que fica muito aquem daquilo que quero infinitamente dar-te.

sexta-feira, agosto 05, 2005

Imagina-me

Sinto-me tão azul
Vontades secas de luz
Feito eu tal como papel
Rarefeito de ar perdido
Não podia ter aquela ciencia
Nuvens no ceu, portas abertas
Um exilio da alma em riste
condena-se o obvio e Galileu
Ás torres de vidro soberano
Outrora gesto de areia ardente
Somos pedra dura e efemera
Assexuados de logica pura
inquisidores de mentes torpes
Na rua branca de largos passeios
Derramam o sangue dos virtuosos
Por fim riem-se aqueles outros
Sendo engolidos pela mentira
Sobram estes que falam baixinho
que acorda o azul do ceu e do mar
Por isso te sentes tão azul.

domingo, julho 24, 2005

Saltos Altos

Ai como eu gosto!
Ai como eu quero!
Ai que desgosto!
Ai que desespero!

São tantas as loucuras!
As mais jovens as mais maduras
Que dores tão doces me atormentam
Quando não as fazem e as inventam!

Ai como eu gosto!
Ai como eu quero!
Ai que desgosto!
Ai que desespero!

São todas um infinito!
E eu calado…grito!
Chamo o sol e o chão
Em relevo de desejo e paixão

Aquelas que eu gosto…
Mais todas as que eu quero
Nem ao perto sinto o desgosto
Quando elas sentem o desespero

quinta-feira, julho 07, 2005

Lamentos de vez em vão

Ai fúria! Vincada nos meus lábios…
Que desnorte foi o meu passado
Amarrei fontes ao lago
Encontraram-me na agua desmaiado

Perdi os sentidos de beijo apaixonado
Nú eu fui em tamanho desejo
Desaguar em marés de pecado
Tatuado com a mente em brado

Ouviam-se os gritos e não era achado!
A deriva andava eu na nau dos condenados
Prendi-me as velas do céu nublado
Tudo tentei de corpo firme, mas cansado

Ai fúria…Vincada nos meus lábios!
Que a morte seja vento trespassado
Que beba das fontes e nade no lago
Do espírito que em braços se dê amado

segunda-feira, junho 20, 2005

Tatuagem

Rosa de fogo, Tríade vital
Entrelaça-se o teu caule
Numa cruz que venera o imortal

Rosa de fogo, Tríade vital
Quantos caminhos do teu caule
Seguem o poder e o amor como ritual

Rosa de fogo, Tríade vital
Quantos espinhos do teu caule
Vertem o sangue da paz e ferem o mal

Rosa de fogo, Tríade vital
Flor que nasce do teu caule
Desabrochando na vida o que é natural

Rosa de fogo, Tríade vital…

sexta-feira, junho 10, 2005

Seguido por um olhar

Vim aqui ter contigo
Com as mãos nuas
E um abraço amigo
Seguido por um olhar
Que não oferece abrigo

Procuro um estado de graça
Uma paz silenciosa e imaculada
Numa vontade violenta que a abraça
Seguido por um olhar
Que de soslaio avizinha a desgraça

Que mais te posso dizer
Até já me viste chorar
Que mais posso fazer
Seguido por um olhar
Que não mata nem deixa viver

Deixa-me então sentar
Na posição dos sábios e loucos
Onde uma vida possa lamentar
Seguido por um olhar
Que tanto olha e me faz pensar

Seguido por um olhar…..

domingo, maio 22, 2005

Tempos de Ansiedade

Todo o tempo que tem um dia
Sol eu vejo e na noite dormiria
Se não fosse tal ansiedade
De viver a vida num só dia

Passa o tempo assim a correr
Segundos a crescer minutos a ceder
Se não fosse tal ansiedade
De tudo querer ao querer viver

O relógio assim vai contando
Horas se vão em tamanho desmando
Se não fosse tal ansiedade
Em que eu assim estou e assim ando

Falo do tempo é bem verdade
Disparato com o avançar da idade
No que eu quero e no que desejo
Que se revela na tal ansiedade

sexta-feira, maio 20, 2005

Princesinha

Não há dia que não te veja
E a minha alma não gagueja
Ao tentar descrever a tua beleza
No teu olhar na mais pura delicadeza

Perco-me nas nuances do teu rosto
Ora lívido, ora bem disposto
Num sorriso bem exposto
Para quem ama por gosto

Dou por ti mulher das histórias
De contos de que não há memórias
De haver mitos que são verdade
De seres mulher e seres felicidade

Não há dia que não te veja…
Novo alento assim o seja
Cada momento para ti olhar
E ver-me nessas histórias de encantar

terça-feira, maio 10, 2005

Dia das Estações

Geada, neblina, manhã de orvalho
Em toda a chuva, na qual encalho
Neste frio nervoso de Inverno
No qual tremo, no qual hiberno

Já é meio dia de Primavera
Dou comigo no verde da nova era
O sol já espirra com o nascer das cores
Os campos já se misturam em mil odores

Agora tarde de verão
De cedo te vejo solarenga
Do calor que já ferve o chão
Lá começou outra vez a moenga

Resguardo-me nesta noite de Outono
Onde as folhas caiem e eu tenho sono
De cinzento se pintam os céus
Enquanto alguns nas ruas abrem os chapéus

sábado, abril 23, 2005

Devaneios

Olá,então,tudo bem?
Está aqui alguém?
Estarei eu aqui perdido
Ou fará isto algum sentido?

Não sei porque a demora!
Chego aqui sempre a mesma hora!
Dou por mim aqui e agora
O mais certo é andar a nora!

Muito me conta de sua justiça
Quantas mais palavras mais enguiça
Ao certo nem tão perto o sei
Chame-lhe normas, regras ou até mesmo lei

A verdade é que continuo aqui
Onde a soma dos catetos não é o valor de Pi
Olá,então,tudo bem? Enfim…
Aqui continuo eu como dantes…Assim.

domingo, abril 03, 2005

Meu irmão

Da-me a tua mão irmão
Que saudades que tenho tuas
Abraça-me neste mundo de solidão
Cheio de gente que se perdem nas ruas

Da-me um pouco da tua paz
Um pouco de sol um pouco de lua
Deixa-me em cada dia ser capaz
De ser um homem com a verdade nua

Acredita em mim irmão
Nas palavras ditas pelo nosso pai
Sou louco mas também são
De tantas loucuras a sabedoria sai

Toma a minha mão em sinal de amizade
Reconforta o espírito e a vontade
De sermos unos nos campos dos demais
Plantar nesta terra sementes celestiais

Nunca me vais deixar irmão
Passa o tempo vem o esquecimento
Tudo o que tu és não o vai com o vento
És o meu irmão é esse o meu pensamento

terça-feira, março 29, 2005

Cinzas de mulher

Não me digas...
Que es mais uma cara bonita
Em que gastei tons de pastel
Feitos de frutuosa imaginação
Joguei-a á beira dos meus olhos
Onde a tua silhueta insinuante
Teima em tapar o sol crescente
E a ansiedade que pulsa no amor
Que em tal tingido desacerto
Sinto o forte bafejo da ilusão
Que se solta daquela caixinha
Com a qual tu assim te pintas
Disfarçando a lividez de espirito
Em retoques de tristeza e fragilidade
Assim la continuas tu
Com esse rosto contrafeito
Em que tantos como eu...
Apelidam de cara bonita

sábado, março 26, 2005

Pasta de dentes

Quantas pessoas, Quanta gente
Não viu o anuncio sorridente
Da boca para o mundo
Reluzindo pasta de dentes

Toda a brancura e frescura
Do limpa tudo que é eficiente
E nem sequer é detergente
Quanto mais pasta de dentes

Tira a gordura do fogão
Limpa a boca, limpa o chão
Deixe de boca aberta toda a gente
E nem sequer é pasta de dentes

Faz cozido, faz grelhado
Faz assim, faz assado
Deixe ao lume incandescente
E nem sequer é pasta de dentes

Seja boa, Seja má
O melhor é comprar já
Corram todos minha gente
Pode ser que seja pasta de dentes

segunda-feira, março 21, 2005

In a lifetime

As the sun breaks
Above the ground
My life seems to appear
It looks hallow to be found
But I know that im really here
And I walk to the sun
Like a last man wish
Under the barrel of a gun
Go, Find your way
Pull back your fear with rage
Cos i´ll have to find my way
See no time spelling my age
I´ll reach to that sun
Where my life has began

quarta-feira, março 16, 2005

From the eyes of love

From whole my life
I had a dream
See you in heaven
Being an angel to me
Touching the sky
Where all are free
Forging old memories
Always coming to me
Praying for love
The one that should be
This called my saviour
That I call and breed

segunda-feira, março 14, 2005

Cruzes canhoto, que o vento vai torto!

Cruzes canhoto, que o vento vai torto!
Nem chuva ou geada
Cala aquele velho naquela encruzilhada
Só lamúrias do frio de Dezembro
Agasalha as palavras e puxa mais vento

Cruzes canhoto que o vento vai torto!
Lá continua ele de pálpebras pesadas
Enregelando os ouvidos
Estalando os sentidos
De quem calcorreia a calçada

Cruzes canhoto que o vento vai torto!
Apregoa as tremuras
De uma manhã desaguisada
Que lhe come as palavras
Numa neblina cerrada

Cruzes canhoto que o vento vai torto!
Praguejar com o tempo
Com as intempéries da vida
Velho chato cheio de genica
Ele não se cala, mais grita!

Cruzes canhoto que o vento vai torto!
Raio do velho ali presente
Suspeito de aspecto confiante
Tenho quase a certeza
Que ele me viu resmungar aqui antes

Cruzes canhoto, que o vento vai torto!

sexta-feira, março 04, 2005

Estado de Formiga

Naquela secretaria de forma fechada
Sentada de forma ordeira e coordenada
Lá vão formulários em excedente
Para se amontoarem na cesta da papelada

O seu numero se faz favor
E por causa do frio ou do calor?
Preencha onde diz requerente
Passe ao lado que há mais gente

Uma duvida pode ajudar?
Sente-se e aguarde no seu lugar
O sr doutor mandou esperar
Aqueço o banco a desesperar

E assim levo com as formigas
Com as suas palavras e mais cantigas
Nas secretarias de forma fechada
Ali vendem e não recebo nada