Um pouco de um Eduardo.

quarta-feira, março 26, 2014

Cor laranja alado

Cor laranja alado

Hoje fui pássaro
de um viver despercebido
não me consegui olhar no meu sitio
Perdi-me num laranja
que faz de mim um dia bonito
mas que até me encontra
numa pálida negritude
que a forma da vida hoje me fez
Percebi de sol a sol
Que de maior o seu tamanho
grandes são as minhas asas
que me fazem levantar voo
ao poiso de outras arvores
com outros ramos
laranjas mais vincados
e viveres assim onde serei sempre

feliz.

quarta-feira, dezembro 18, 2013

Um dia tinha que te dar um nome.

Tenho uma poesia dentro de mim que é toda cheia de tristeza, alegria, vontade, desalento, de uma sufocante monotonia e toda ela um buliço de tempo.Pensei em chamar-lhe Vida.

sexta-feira, agosto 23, 2013

Regresso dos aluados ao seu planeta azul


E se um dia a Terra ficar sem os sonhadores?
Os dias já não se distinguirem das noites, porque simplesmente no Céu vive o Sol e o outro astro indiferente a todos menos aos sonhadores que podem regressar na espiral de um imaginário a uma casa que se dá pelo mesmo nome e que ali bem perto dizem ser habitada pelos "aluados".
"Os habitantes da Lua" afirma-se na vizinhança sem qualquer sombra de dúvida nem da face oculta deste lugar de gente.
E de tantas certezas não deixaram dúvidas aos "aluados" de numa vontade e pensamento criarem um novo planeta azul nesse lugar diferente e proscrito.
Aconteceu realmente. A Lua tornou-se o planeta azul porque tantos como nós assim o quiseram na sua vontade de sonhar. Abriu-se um passeio para a nossa imaginação e um caminho de descoberta para quem nos quiser acompanhar e saber assim que todos somos sonhadores.



Eduardo Franco.

domingo, julho 21, 2013

sábado, junho 29, 2013

Dúvida devida

Enquanto de olhos abertos, olho e nada vejo
Apenas sinto
Um Céu, um Mar, uma Terra
Que vivem na dúvida se serão únicos ou vivem na solidão.

domingo, junho 02, 2013

Lembras-te do dia em que morri?

Lembras-te do dia em que morri?
Ficaste uma pessoa envolta em vergonha
Essa que não te assusta como esse medo
Que escondes de não me teres vencido
 Em vida que julgavas partilhar comigo

Pensas na tua condição igual
Sofres pelo sussurro que te faz viver como te conheces
De eu ser um dia o teu inferno e descubras em mim
Um ser maior que consiga infligir em ti
Algo mais insuportável que a imaginação de toda a maldade da humanidade

Talvez essa seja a verdade e te consiga causar uma eternidade de sofrimento
sem nome
Onde acreditas e sabes que afinal estou vivo e enquanto existir o tempo
Caminha a minha imortalidade pelos teus caminhos que te fazem voltar
num continuo atrás na tua existência.

Só que no dia em que morri, descobri a mesma vida.
Descobri que não tens que ter vergonha de seres humano
De o medo ser um chão imaginário que na verdade nunca
ninguém sentiu o seu piso

E se duvidares e tiveres que gritar por ajuda ou luta a esse medo
Surpreende-te sempre quando te parecer algo se esconder com a
maldade num mundo que não nos pertence.
Deixa-te ficar na nossa casa que é a natureza que te dá vida
Esse mundo justo que como o ser humano não é perfeito
nem pediu para ser chamado de inferno ou até paraíso

Só te pediu que com o tempo, um dia, sobretudo aquele em que morri
Percebas que isto são palavras em fantasia e mais te diria
Se não fosse eternamente envolto em vida e esta não se escreve assim



sexta-feira, maio 31, 2013

Sem sombras da dúvida - Memórias das minhas caminhadas.

4 da manhã no meu caminho de casa.Em cada passo e o seu seguido reflexo olhava de forma fixa para os meus pensamentos, quando calhou da sorte se antecipar à inteligência, e reparar que caminhava ao lado de uma passadeira, onde a minha sombra escolheu dar o exemplo e por ali passar e fazer o certo.Pela luz que me alumiava podia ver-me reduzido naquela sombra, e na comiseração de ser a sombra de uma sombra neste desafio de vida."Aquela que vive rente ao chão" lembrou-me que aquele é o meu tamanho e as vezes que sou infinito no seu prolongamento com a mesma razão.Para casa fomos e sempre chegamos, escolhendo sempre o mesmo caminho.

sexta-feira, maio 17, 2013

Na Quinta do meu quintal.



Sebentas e sendentas de vontade andam estas galinhas
De comer o trigo que nasce espigado no coração dos homens
São umas bicadas ceifeiras que causam inveja à morte
Que delas tudo tivessem menos de putas lhe livrasse a sorte!

E se toda a história de vida tivesse um ou uma verdadeira moiral
Talvez de galinhas lhes tratasse de cabras ou suas vacas
Porque de tanto cabrão cego e boi embezerrado
Não te chega como ando eu e olha tu para o teu estado!

sábado, novembro 17, 2012

O mesmo caminho

Se um dia o tempo perder o meu nome
Acredito que será algo que nunca tive

Mas pode encontrar sempre em mim
Uma vontade incapaz de se amortalhar num corpo
Por sempre conseguir tocar o céu e o fundo do mar.

sábado, outubro 13, 2012

O caminho

Deixa-me ir ter contigo
Ao encontro no caminho da felicidade
Onde não quero contar os passos
Nem a distancia que afaste a verdade

 Verdade essa em que trilhamos o tempo
Toda ela a nossa bagagem de esperança
Sem memórias feitas de trapos velhos
Sim,vestidos de vontade do que não cansa

 Por este querer ir ter contigo
 Razão sem orientação mas sentido
Tão certo e tão perto sentido da vida
Nos encontramos e para que temos vivido

segunda-feira, agosto 06, 2012

Os que chão aquele que eu sou

Cometi e espero cometer ainda muitos erros na vida.Ha gente que não gosta de mim.Mas eu não consigo deixar de ser assim, ser sempre igual a mim. Sonho imenso e isso não é bom, porque a real felicidade é o chão que tenho debaixo dos meus pés, e do chão que é, sinto-me pecaminoso pelo pisar, por ele ser parte de mim e partilharmos o verbo “pisar”com a mesma humildade. Com ele aprendi a caminhar, com os meses e depois vieram os anos, primeiro criança, depois homem, mas nunca deixei de querer ser o primeiro ,sim esse ser criança. Não tenho memoria de ter sentido o primeiro toque do chão nos meus pés, mas até me recordo, porque, dá-me uma enorme vontade de rir e sorrir, do apoio que ele me dá de assumir uma posição de verticalidade.Esse ritual de vida que trouxe na bagagem do carácter, na viagem de criança para homem. Só peço desculpa ao chão, pelos pares de sapatos, com que o magoo. Mas sei que ele compreende, que são os sapatos e as suas sapatadas, que me fazem ganhar o calo, e também sabe o quanto gosto de andar descalço, mas sabiamente assim tem de ser, por sapatos e a sujidade que encontramos no nosso caminho, possa magoar mais do que os meus pés, a nossa relação. E quando ele hoje, me fez companhia até casa, disse-lhe sorrindo, “És sempre um amigo, que me acompanhas aos lugares da vida e comigo ficas sempre até ao dia de amanhã”.Ao que ele me responde, “O que faço contigo, faço com outros, e o que hoje me dizes, sei que conto contigo para senti-lo em mim no dia de amanhã, durante esta nossa caminhada”. Cheguei ainda sem um fim e retirei os pés do chão, mas não esqueci a nossa amizade. Apenas tive de atender a necessidade de um e outro, e poder sonhar para conseguir ter realmente sempre a felicidade, dos pés bem assentes no chão.

segunda-feira, julho 18, 2011

Cheiro a Cigarro

Cheiro a Cigarro
Sentes esse cheiro a Cigarro
Esse e o meu nome que em ti fiz
Tanto o pensei que dele esqueci
E de cigarro es senhora do teu nariz

Cheiro a Cigarro
Quando te alcança um medo fumador
Bato a tua porta e trago de mim
Uma inalação de verdade e prazer
Que te impregna com ditos assim

Cheiro a Cigarro
Onde ele pensativo esfumaça dor
Em morte me leva a mentira e o suor
Da luta acesa do acreditar o amor
Cheiro a Cigarro…
Eu, Homem sempre terei o mesmo odor

terça-feira, junho 21, 2011

4 elementos e mais uma gente

E dificil ser chão
E quantos os são esse chão
São os que pisam aquilo que são
Em vez de terra por cabeças no ar
E pelo ar altivo e leve como o ar
A dificuldade que lhes é respirar

Por destino certo e dito popular
É gente que não lhes falta a agua
Essa que em todo o lado faz falta
Encontram outras formas de afogar
Pois de pisados e jogados ao ar
E com a lógica da agua têm para chorar

E quando nao é da agua de senso nascente
É o fogo que nasce do chão e é quente!
E que lhes consome aquele ar ardente
De quem queima os dedos e mete a mão
São uns tantos elementos ou aquela gente
Ai 4 elementos!Esta gente!

domingo, junho 19, 2011

Casa de folha e papel

Reparei que alguem chamava por mim
Do outro lado da folha de papel
As suas palavras em ponte do seu ser aqui chegavam
A este lado que olhava a distancia deste papel
Que uma qualquer ligação entre dois
Nascia e renascia com a semente do verbo

Convidava a vincar os meus passos de homem
Pelo trilho de palavras inocentes mas sábias de coração
Que não receasse daqui visto o fino manto de gelo branco
Um atravessar de margem a margem a folha de papel vazia
Onde terei de partir pelas palavras que me chegam á pessoa
Afogando e gelando em cada passo este vazio branco

Torna-se assim ela uma superficie de pureza de cor branca
Sao os caminhos marcados pelas palavras até nós
Até nós chegam as palavras que não se fazem notar
Pela nossa transparencia que nao é branca ou papel
Em que nao ha lado nem margem entre dois nem um
Encontramo-nos por nós neste lugar em comum.

terça-feira, janeiro 04, 2011

Eu aquele poste de luz

Pasmo de felicidade e com profunda admiração
Aquele poste de luz que ele luz a minha janela
Esta noite e a outra e tantas mais crónicas iluminações
Em que nunca o ouvi queixar-se nem da dor do stress

E coitado que quando chega a esta hora de render a guarda
E ouve o bichanar cacarejado dos galos que dizem mal dele
Não bastasse este boato de homens bichos galináceos
Anunciar-lhe que o dia o ia despedir por injusta causa

Mas esta cumplicidade que nos prende a terra dita mundo
Por razoes e sortes diferentes de eu ter luz noite e dia
Não o faz abandonar o posto e deixar de ser poste de luz
Porque o que prende aqui sou eu é ele e nunca catrapuz!

domingo, dezembro 19, 2010

Meia poesia a meio tempo

Na vida,quem assim o quiser,o tempo nunca ha-de correr contra eles.
Mesmo com as vicissitudes da mesma, o indiquem no sentido contrario.
Sera so na sua infima parte do momento,este que pelo seu nome em futuro,
nos diz que e importante nunca deixar de sonhar,virtude deste nosso tempo.

terça-feira, dezembro 07, 2010

7

Sete e o dia
Sete são as condenações que me recordo so neste momento
Momentos em como este em que me condenei
Uma e outra vez continuei mesmo condenado não ia ter fim

De todas estas vezes somo as voltas que dei na porta do Inferno
As vezes que caminhei longe de lá que foram sempre vitoriadas nos meus sonhos
Mas o corpo ali parado a espera de ser condenado não me virava costas
Indicava-me com uma verdadeira educação o meu lugar da mentira de vida

Então ali me sentava na beira de uma cama invalida de vida coçada
Um corpo que so ele pediu para ter as chagas da existência dada por aquela cama
Onde os sinais de alguma coisa se forçavam pelos olhos todos eles palpebras
Uma pequena semente de espírito que se salvava por uma lágrima corajosa

Correndo esta no sentido oposto do choro do vazio que se fazia sentir numa sala ao lado
Vazio que criou o corpo que se amaldiçoou-o ter nascido num momento condenado
Por ser a cárcere de um espírito a quem esquartejaram esperança até outro momento

Sete hoje sou teu filho condenado Sete dia de hoje nas palavras iluminado
Sete vezes estas rezas de pecado Sete se repetem por muitos os dias de um condenado

quarta-feira, setembro 01, 2010

Espelho meu, felicidade minha.

Deixo-me consumir pelos pecadilhos grão de areia do dia a dia.Com isso, esqueço-me de ser feliz por teima de um espirito de dinamica procrastinação.Ausente dos olhares da sua essencia, feita de tijolo de amor, que é a vontade de uma vida que toma um e outro rosto, quando estes não se inventam na textura de um quimerico espelho.

terça-feira, agosto 24, 2010

Tenho de ir já são horas.

Tenho de ir já são horas.
Nunca a existência da vida enganou tão bem o tempo.
Uma desculpa decapada e esfomeada que esconde a flacidez em que se tornou o eterno.
Mas toda ela se mostra como fosse senhora de um Relogio divino,em que as horas criminosas não lhe roubaram ou mataram a vontade de encher o corpo do enebriante eterno.
Por isso.Na sua anatomia de sentimentos,encontra vezes sem conta este seu estigma de Peregrino redundante.Que faz das horas que ja são, as mesmas que já foram o seu dia e a sua noite, que tornam amanhã a escrever a sua vida pelas mesmas palavras, pela linha do eterno, em tempos que e preciso faze-lo porque já são horas.

domingo, agosto 15, 2010

O Vazio e o Ser

Quando o vazio preenche o imenso ser que habita a vida.
Quando dei por ele,vivia paredes meias comigo.Dando-me por vezes aquela impressão perseguidora, que ate partilhava aquela mesma janela, onde olhava para o outro lado do mundo e imaginava montar ali um negocio de uma loja de espelhos.
Realmente estranhei a mudança.Cheguei a duvidar se seria a dele ou a minha.Nunca vi correspondência dele na minha casa.Passava sempre em silêncio junto a ele, sem qualquer despesa verbal de um bom dia ou boa noite.
A verdade,é que ele ja la vivia.Naquele condominio fechado.Antes da vinda do Adão e pouco a pouco tornou-se mais furtivo, culminando com a chegada da Eva.
Hoje conseguimos ter esta conversa,quando entrei com as minhas chaves pela sua porta de rosto igual.
Culpo este forçado engano, ao factor desta mudança, que distraida de andar sempre a namorar o tempo,traz estas confusões e suposições em retalhos de existência e em testemunhos de orações.Ou seja uma alinhavada lógica que protege,o imenso ser que habita a vida.