Um pouco de um Eduardo.

terça-feira, setembro 30, 2014

Metade homem, metade pássaro e uma alma

Lembro-me quando fui pássaro
Sentir que o que separava o homem do céu
Eram estas minhas asas
Esta diferença alada de um destino
Levou-me a aterrar na condição de homem 
E quando sou homem e me sonho pássaro
Sei que não me separo do céu
Porque continuo a partilhar da sua alma



segunda-feira, setembro 29, 2014

Há idades que sobem e não avançam

Há idades que sobem 
E não avançam
Vão caminhando 
Ora com passo à esquerda
Outro à direita 
Como lhe ensinou a idade mãe
Não é este nenhum segredo
Que se tenha guardado nos bolsos
Só servem para esconder as mãos do tempo
Ou para não deixar cair os truques na manga




quinta-feira, setembro 25, 2014

Um dia nasceu um Arco-íris à porta de casa

Um dia nasceu um Arco-íris à porta de casa
De um Ser Humano 
Que nunca perdeu a esperança 
Desde aquele tempo molhado
E outros dias cinzentos
Ter mesmo assim
Plantado a sua semente
Arco-íris para mim
Para todos os que são gente






terça-feira, setembro 23, 2014

Linhas no céu que tocam as nuvens

São linhas no céu que tocam as nuvens
Cordas que escala um céu de Dó a Lá 
Como se fosse uma guitarra 
Feita com uma caixa de nuvens
Que nos tocam com cores 
e outras melodias visuais
Linhas no céu ao ritmo da imaginação.



sexta-feira, setembro 19, 2014

Cortina entre vida e morte

Cortina entre vida e morte
É uma imagem que não temos presente
Aquela que não lembramos quando nascemos
Assim tão verdes para o mundo
E para outro mundo assim o contam
Partimos com uma só cor
Aquela que a mensagem que nos deixa
Que verde nós somos
O verde que em nós fica.





quarta-feira, setembro 17, 2014

Um dia carrego em ti todas as cores


Um dia carrego em ti todas as cores
E vamos os dois 
Por aqueles espaços infinitos de luz
Ao alcance da janela para a terra
Por onde o sol nos espreita todos os dias





segunda-feira, setembro 08, 2014

Natureza com a mão no céu.

A Natureza nunca andou à Escola
A nossa natureza é que por lá andou.
Quem me manda a mim ter aprendido 
Pintar Árvores assim como tu!
Com troncos castanhos e copas verdes
Olhar-lhe antes ao sonho alto, o seu tamanho
Seja ela uma Árvore que sempre pintou o céu
E querer que ele nunca se pinte só de azul.




segunda-feira, agosto 18, 2014

Um caminho para o desconhecido

Um caminho para o desconhecido
por sombras pisadas de sol a sol.
Em que umas conseguem escapar-se 
para debaixo das copas das árvores.
São sombras elas que caminham
Em vez de pelos pés, pelas mãos do ser humano 
em direcção a uma sociedade natural.
Levam consigo uma fila 
de comportamentos e comprimentos regrados. 
Que ali ao fundo, ou lá no fundo..
é a sombra do homem no caminho da vida.   




quinta-feira, agosto 07, 2014

Há dias que me olho ao espelho e vejo o futuro


Há dias que me olho ao espelho e vejo o futuro.
Vejo que sou um triciclo que sou velho do tempo que já não lhe dou uso.
Lembro que no mesmo, pedalo de forma ora a favor da corrente, ora contra a corrente, para que nela a vida me dê aquela bicicleta que é tudo menos monocromática.Porque quem olha para ela, não sabe a cor do seu tempo.Apenas esta cor em que me olho assim, triciclo menino. 
                                                                                                                            Eduardo Franco






terça-feira, julho 08, 2014

Assim é a vida oh tempo!


quarta-feira, junho 25, 2014

Uma Alentejanada


quarta-feira, março 26, 2014

Cor laranja alado

Cor laranja alado

Hoje fui pássaro
de um viver despercebido
não me consegui olhar no meu sitio
Perdi-me num laranja
que faz de mim um dia bonito
mas que até me encontra
numa pálida negritude
que a forma da vida hoje me fez
Percebi de sol a sol
Que de maior o seu tamanho
grandes são as minhas asas
que me fazem levantar voo
ao poiso de outras arvores
com outros ramos
laranjas mais vincados
e viveres assim onde serei sempre

feliz.

quarta-feira, dezembro 18, 2013

Um dia tinha que te dar um nome.

Tenho uma poesia dentro de mim que é toda cheia de tristeza, alegria, vontade, desalento, de uma sufocante monotonia e toda ela um buliço de tempo.Pensei em chamar-lhe Vida.

sexta-feira, agosto 23, 2013

Regresso dos aluados ao seu planeta azul


E se um dia a Terra ficar sem os sonhadores?
Os dias já não se distinguirem das noites, porque simplesmente no Céu vive o Sol e o outro astro indiferente a todos menos aos sonhadores que podem regressar na espiral de um imaginário a uma casa que se dá pelo mesmo nome e que ali bem perto dizem ser habitada pelos "aluados".
"Os habitantes da Lua" afirma-se na vizinhança sem qualquer sombra de dúvida nem da face oculta deste lugar de gente.
E de tantas certezas não deixaram dúvidas aos "aluados" de numa vontade e pensamento criarem um novo planeta azul nesse lugar diferente e proscrito.
Aconteceu realmente. A Lua tornou-se o planeta azul porque tantos como nós assim o quiseram na sua vontade de sonhar. Abriu-se um passeio para a nossa imaginação e um caminho de descoberta para quem nos quiser acompanhar e saber assim que todos somos sonhadores.



Eduardo Franco.

domingo, julho 21, 2013

sábado, junho 29, 2013

Dúvida devida

Enquanto de olhos abertos, olho e nada vejo
Apenas sinto
Um Céu, um Mar, uma Terra
Que vivem na dúvida se serão únicos ou vivem na solidão.

domingo, junho 02, 2013

Lembras-te do dia em que morri?

Lembras-te do dia em que morri?
Ficaste uma pessoa envolta em vergonha
Essa que não te assusta como esse medo
Que escondes de não me teres vencido
 Em vida que julgavas partilhar comigo

Pensas na tua condição igual
Sofres pelo sussurro que te faz viver como te conheces
De eu ser um dia o teu inferno e descubras em mim
Um ser maior que consiga infligir em ti
Algo mais insuportável que a imaginação de toda a maldade da humanidade

Talvez essa seja a verdade e te consiga causar uma eternidade de sofrimento
sem nome
Onde acreditas e sabes que afinal estou vivo e enquanto existir o tempo
Caminha a minha imortalidade pelos teus caminhos que te fazem voltar
num continuo atrás na tua existência.

Só que no dia em que morri, descobri a mesma vida.
Descobri que não tens que ter vergonha de seres humano
De o medo ser um chão imaginário que na verdade nunca
ninguém sentiu o seu piso

E se duvidares e tiveres que gritar por ajuda ou luta a esse medo
Surpreende-te sempre quando te parecer algo se esconder com a
maldade num mundo que não nos pertence.
Deixa-te ficar na nossa casa que é a natureza que te dá vida
Esse mundo justo que como o ser humano não é perfeito
nem pediu para ser chamado de inferno ou até paraíso

Só te pediu que com o tempo, um dia, sobretudo aquele em que morri
Percebas que isto são palavras em fantasia e mais te diria
Se não fosse eternamente envolto em vida e esta não se escreve assim



sexta-feira, maio 31, 2013

Sem sombras da dúvida - Memórias das minhas caminhadas.

4 da manhã no meu caminho de casa.Em cada passo e o seu seguido reflexo olhava de forma fixa para os meus pensamentos, quando calhou da sorte se antecipar à inteligência, e reparar que caminhava ao lado de uma passadeira, onde a minha sombra escolheu dar o exemplo e por ali passar e fazer o certo.Pela luz que me alumiava podia ver-me reduzido naquela sombra, e na comiseração de ser a sombra de uma sombra neste desafio de vida."Aquela que vive rente ao chão" lembrou-me que aquele é o meu tamanho e as vezes que sou infinito no seu prolongamento com a mesma razão.Para casa fomos e sempre chegamos, escolhendo sempre o mesmo caminho.

sexta-feira, maio 17, 2013

Na Quinta do meu quintal.



Sebentas e sendentas de vontade andam estas galinhas
De comer o trigo que nasce espigado no coração dos homens
São umas bicadas ceifeiras que causam inveja à morte
Que delas tudo tivessem menos de putas lhe livrasse a sorte!

E se toda a história de vida tivesse um ou uma verdadeira moiral
Talvez de galinhas lhes tratasse de cabras ou suas vacas
Porque de tanto cabrão cego e boi embezerrado
Não te chega como ando eu e olha tu para o teu estado!

sábado, novembro 17, 2012

O mesmo caminho

Se um dia o tempo perder o meu nome
Acredito que será algo que nunca tive

Mas pode encontrar sempre em mim
Uma vontade incapaz de se amortalhar num corpo
Por sempre conseguir tocar o céu e o fundo do mar.