Um pouco de um Eduardo.
sexta-feira, outubro 02, 2015
segunda-feira, setembro 14, 2015
terça-feira, agosto 18, 2015
Já nem percebo o mar!
Já nem percebo o mar!
Olho para ele e ora avança, ora recua
Parece que caminha a passo de bêbado
E agitado fica fazendo ondas lá na sua rua
Estranho o gajo que passa a vida a beber água
Com ela bate no fundo e com ela também flutua
quinta-feira, março 19, 2015
Bando de destrambalhados
Na casa de cima do Alentejo
Tomou de assalto
O já famoso bando de "destrambalhados".
Não levaram nada de valor
Mas deixaram a importância
De termos céus alados
Tomou de assalto
O já famoso bando de "destrambalhados".
Não levaram nada de valor
Mas deixaram a importância
De termos céus alados
domingo, janeiro 18, 2015
A outra imagem...distante
Andar com a cabeça no ar
Olhar para tudo assim que brilha
É triste não querer gostar desta chuva
Quando ela assim me lava o olhar
e a alma desta calçada que me faz caminho com ela.
terça-feira, dezembro 16, 2014
Alergia do Sol
Alergia do Sol
É Verão
A Primavera do Sol
De tamanho incha
Com uma comichão brilhante
Espirra raios de cor
Enquanto coça o olhar de luz
Pragueja entre o quente e o calor
Quem ouve pior é quem sente
Dizem todos não só o crente
"Este tempo..oh meu Deus.. ai Jesus!"
P.S. As melhoras, um bom Outono.
sábado, novembro 01, 2014
Relógio de Novembro
Dia 1 de Novembro
As horas passam
Num relógio que comprei
Sem me lembrar que este é
Uma certidão de óbito
No qual vejo o tempo a passar
Lá vai ele com uma morbidez acertada
Cavando um sepulcro de tempo
Com uma espécie de ponteiro enxada
Pior o outro..ainda é pequeno e não anda..
Nos tenta enganar para não se fazer nada!
Foi corda dada ao acordar do dia
O tic tac é uma batida cadáver e fria
Que vai ter à noite da hora marcada
Ao encontro do dia 2 de Novembro
Um dia que fica bem estar morto..
Mas enquanto sentirmos o tempo..
A vida havemos de levar a bom porto!
sexta-feira, outubro 31, 2014
Número de uma casa Portuguesa
Podia ser o número da porta
De uma casa Portuguesa
Daqueles que se põem a varanda
Crescem ali assomados ao tempo
Contando dias e noites, calculo eu
Somando isso à geometria das sombras
Assim se alimentam enquanto ali vaso
Número sem fim que em mim encho
sábado, outubro 18, 2014
Era uma vez um continua a ser
Reza uma história dentro da História
Que há sítios que albergam monstrosDo tempo que passou
E de histórias também é feito o monstro
Do tempo que há-de vir
Fosse este um tipo de Árvore
Com garras de bicho buzaranho
Mas isso seriam verdadeiras histórias
E a História conta-nos que outros monstros
São a única história que não deviamos ouvir
domingo, outubro 12, 2014
A luz tal como a vida pode escolher seguir por vários caminhos
A luz tal como a vida
Pode escolher seguir por vários caminhos
Uns com mais vida outros com menos luz
Onde às claras te leva com ela ao chão
Num tímido raio te abre caminho pela escuridão
Pode escolher seguir por vários caminhos
Uns com mais vida outros com menos luz
Onde às claras te leva com ela ao chão
Num tímido raio te abre caminho pela escuridão
quinta-feira, outubro 02, 2014
O nosso Coração - Uma história com duas partes
O nosso Coração
Dividido em duas partes que são tuas
Podia ser inicio, meio e fim
Todo o brilho de uma história de Amor
Daquelas que parecem sempre ser únicas
Assim como consegues juntar este Coração
Unidade do sentimento, sem esquecimento
O batimento, cada momento
Sem ti dividido, sem ti fica só
Dividido em duas partes que são tuas
Podia ser inicio, meio e fim
Todo o brilho de uma história de Amor
Daquelas que parecem sempre ser únicas
Assim como consegues juntar este Coração
Unidade do sentimento, sem esquecimento
O batimento, cada momento
Sem ti dividido, sem ti fica só
terça-feira, setembro 30, 2014
Metade homem, metade pássaro e uma alma
Lembro-me quando fui pássaro
Sentir que o que separava o homem do céu
Eram estas minhas asas
Esta diferença alada de um destino
Levou-me a aterrar na condição de homem
E quando sou homem e me sonho pássaro
Sei que não me separo do céu
Porque continuo a partilhar da sua alma
segunda-feira, setembro 29, 2014
Há idades que sobem e não avançam
Há idades que sobem
E não avançam
Vão caminhando
Ora com passo à esquerda
Outro à direita
Como lhe ensinou a idade mãe
Não é este nenhum segredo
Que se tenha guardado nos bolsos
Só servem para esconder as mãos do tempo
Ou para não deixar cair os truques na manga
E não avançam
Vão caminhando
Ora com passo à esquerda
Outro à direita
Como lhe ensinou a idade mãe
Não é este nenhum segredo
Que se tenha guardado nos bolsos
Só servem para esconder as mãos do tempo
Ou para não deixar cair os truques na manga
quinta-feira, setembro 25, 2014
Um dia nasceu um Arco-íris à porta de casa
Um dia nasceu um Arco-íris à porta de casa
De um Ser Humano
Que nunca perdeu a esperança
Desde aquele tempo molhado
E outros dias cinzentos
Ter mesmo assim
Plantado a sua semente
Arco-íris para mim
Para todos os que são gente
De um Ser Humano
Que nunca perdeu a esperança
Desde aquele tempo molhado
E outros dias cinzentos
Ter mesmo assim
Plantado a sua semente
Arco-íris para mim
Para todos os que são gente
terça-feira, setembro 23, 2014
Linhas no céu que tocam as nuvens
São linhas no céu que tocam as nuvens
Cordas que escala um céu de Dó a Lá
Como se fosse uma guitarra
Feita com uma caixa de nuvens
Que nos tocam com cores
e outras melodias visuais
Linhas no céu ao ritmo da imaginação.
Cordas que escala um céu de Dó a Lá
Como se fosse uma guitarra
Feita com uma caixa de nuvens
Que nos tocam com cores
e outras melodias visuais
Linhas no céu ao ritmo da imaginação.
sexta-feira, setembro 19, 2014
Cortina entre vida e morte
Cortina entre vida e morte
É uma imagem que não temos presente
Aquela que não lembramos quando nascemos
Assim tão verdes para o mundo
E para outro mundo assim o contam
Partimos com uma só cor
Aquela que a mensagem que nos deixa
Que verde nós somos
O verde que em nós fica.
É uma imagem que não temos presente
Aquela que não lembramos quando nascemos
Assim tão verdes para o mundo
E para outro mundo assim o contam
Partimos com uma só cor
Aquela que a mensagem que nos deixa
Que verde nós somos
O verde que em nós fica.
quarta-feira, setembro 17, 2014
Um dia carrego em ti todas as cores
Um dia carrego em ti todas as cores
E vamos os dois
Por aqueles espaços infinitos de luz
Ao alcance da janela para a terra
Por onde o sol nos espreita todos os dias
E vamos os dois
Por aqueles espaços infinitos de luz
Ao alcance da janela para a terra
Por onde o sol nos espreita todos os dias
segunda-feira, setembro 08, 2014
Natureza com a mão no céu.
A Natureza nunca andou à Escola
A nossa natureza é que por lá andou.
Quem me manda a mim ter aprendido
Pintar Árvores assim como tu!
Com troncos castanhos e copas verdes
Olhar-lhe antes ao sonho alto, o seu tamanho
Seja ela uma Árvore que sempre pintou o céu
E querer que ele nunca se pinte só de azul.
A nossa natureza é que por lá andou.
Quem me manda a mim ter aprendido
Pintar Árvores assim como tu!
Com troncos castanhos e copas verdes
Olhar-lhe antes ao sonho alto, o seu tamanho
Seja ela uma Árvore que sempre pintou o céu
E querer que ele nunca se pinte só de azul.
segunda-feira, agosto 18, 2014
Um caminho para o desconhecido
Um caminho para o desconhecido
por sombras pisadas de sol a sol.
Em que umas conseguem escapar-se
para debaixo das copas das árvores.
São sombras elas que caminham
Em vez de pelos pés, pelas mãos do ser humano
em direcção a uma sociedade natural.
Levam consigo uma fila
de comportamentos e comprimentos regrados.
Que ali ao fundo, ou lá no fundo..
é a sombra do homem no caminho da vida.
quinta-feira, agosto 07, 2014
Há dias que me olho ao espelho e vejo o futuro
Há dias que me olho ao espelho e vejo o futuro.
Vejo que sou um triciclo que sou velho do tempo que já não lhe dou uso.
Lembro que no mesmo, pedalo de forma ora a favor da corrente, ora contra a corrente, para que nela a vida me dê aquela bicicleta que é tudo menos monocromática.Porque quem olha para ela, não sabe a cor do seu tempo.Apenas esta cor em que me olho assim, triciclo menino.
Eduardo Franco
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