Um pouco de um Eduardo.

sexta-feira, maio 31, 2013

Sem sombras da dúvida - Memórias das minhas caminhadas.

4 da manhã no meu caminho de casa.Em cada passo e o seu seguido reflexo olhava de forma fixa para os meus pensamentos, quando calhou da sorte se antecipar à inteligência, e reparar que caminhava ao lado de uma passadeira, onde a minha sombra escolheu dar o exemplo e por ali passar e fazer o certo.Pela luz que me alumiava podia ver-me reduzido naquela sombra, e na comiseração de ser a sombra de uma sombra neste desafio de vida."Aquela que vive rente ao chão" lembrou-me que aquele é o meu tamanho e as vezes que sou infinito no seu prolongamento com a mesma razão.Para casa fomos e sempre chegamos, escolhendo sempre o mesmo caminho.

sexta-feira, maio 17, 2013

Na Quinta do meu quintal.



Sebentas e sendentas de vontade andam estas galinhas
De comer o trigo que nasce espigado no coração dos homens
São umas bicadas ceifeiras que causam inveja à morte
Que delas tudo tivessem menos de putas lhe livrasse a sorte!

E se toda a história de vida tivesse um ou uma verdadeira moiral
Talvez de galinhas lhes tratasse de cabras ou suas vacas
Porque de tanto cabrão cego e boi embezerrado
Não te chega como ando eu e olha tu para o teu estado!

sábado, novembro 17, 2012

O mesmo caminho

Se um dia o tempo perder o meu nome
Acredito que será algo que nunca tive

Mas pode encontrar sempre em mim
Uma vontade incapaz de se amortalhar num corpo
Por sempre conseguir tocar o céu e o fundo do mar.

sábado, outubro 13, 2012

O caminho

Deixa-me ir ter contigo
Ao encontro no caminho da felicidade
Onde não quero contar os passos
Nem a distancia que afaste a verdade

 Verdade essa em que trilhamos o tempo
Toda ela a nossa bagagem de esperança
Sem memórias feitas de trapos velhos
Sim,vestidos de vontade do que não cansa

 Por este querer ir ter contigo
 Razão sem orientação mas sentido
Tão certo e tão perto sentido da vida
Nos encontramos e para que temos vivido

segunda-feira, agosto 06, 2012

Os que chão aquele que eu sou

Cometi e espero cometer ainda muitos erros na vida.Ha gente que não gosta de mim.Mas eu não consigo deixar de ser assim, ser sempre igual a mim. Sonho imenso e isso não é bom, porque a real felicidade é o chão que tenho debaixo dos meus pés, e do chão que é, sinto-me pecaminoso pelo pisar, por ele ser parte de mim e partilharmos o verbo “pisar”com a mesma humildade. Com ele aprendi a caminhar, com os meses e depois vieram os anos, primeiro criança, depois homem, mas nunca deixei de querer ser o primeiro ,sim esse ser criança. Não tenho memoria de ter sentido o primeiro toque do chão nos meus pés, mas até me recordo, porque, dá-me uma enorme vontade de rir e sorrir, do apoio que ele me dá de assumir uma posição de verticalidade.Esse ritual de vida que trouxe na bagagem do carácter, na viagem de criança para homem. Só peço desculpa ao chão, pelos pares de sapatos, com que o magoo. Mas sei que ele compreende, que são os sapatos e as suas sapatadas, que me fazem ganhar o calo, e também sabe o quanto gosto de andar descalço, mas sabiamente assim tem de ser, por sapatos e a sujidade que encontramos no nosso caminho, possa magoar mais do que os meus pés, a nossa relação. E quando ele hoje, me fez companhia até casa, disse-lhe sorrindo, “És sempre um amigo, que me acompanhas aos lugares da vida e comigo ficas sempre até ao dia de amanhã”.Ao que ele me responde, “O que faço contigo, faço com outros, e o que hoje me dizes, sei que conto contigo para senti-lo em mim no dia de amanhã, durante esta nossa caminhada”. Cheguei ainda sem um fim e retirei os pés do chão, mas não esqueci a nossa amizade. Apenas tive de atender a necessidade de um e outro, e poder sonhar para conseguir ter realmente sempre a felicidade, dos pés bem assentes no chão.

segunda-feira, julho 18, 2011

Cheiro a Cigarro

Cheiro a Cigarro
Sentes esse cheiro a Cigarro
Esse e o meu nome que em ti fiz
Tanto o pensei que dele esqueci
E de cigarro es senhora do teu nariz

Cheiro a Cigarro
Quando te alcança um medo fumador
Bato a tua porta e trago de mim
Uma inalação de verdade e prazer
Que te impregna com ditos assim

Cheiro a Cigarro
Onde ele pensativo esfumaça dor
Em morte me leva a mentira e o suor
Da luta acesa do acreditar o amor
Cheiro a Cigarro…
Eu, Homem sempre terei o mesmo odor

terça-feira, junho 21, 2011

4 elementos e mais uma gente

E dificil ser chão
E quantos os são esse chão
São os que pisam aquilo que são
Em vez de terra por cabeças no ar
E pelo ar altivo e leve como o ar
A dificuldade que lhes é respirar

Por destino certo e dito popular
É gente que não lhes falta a agua
Essa que em todo o lado faz falta
Encontram outras formas de afogar
Pois de pisados e jogados ao ar
E com a lógica da agua têm para chorar

E quando nao é da agua de senso nascente
É o fogo que nasce do chão e é quente!
E que lhes consome aquele ar ardente
De quem queima os dedos e mete a mão
São uns tantos elementos ou aquela gente
Ai 4 elementos!Esta gente!

domingo, junho 19, 2011

Casa de folha e papel

Reparei que alguem chamava por mim
Do outro lado da folha de papel
As suas palavras em ponte do seu ser aqui chegavam
A este lado que olhava a distancia deste papel
Que uma qualquer ligação entre dois
Nascia e renascia com a semente do verbo

Convidava a vincar os meus passos de homem
Pelo trilho de palavras inocentes mas sábias de coração
Que não receasse daqui visto o fino manto de gelo branco
Um atravessar de margem a margem a folha de papel vazia
Onde terei de partir pelas palavras que me chegam á pessoa
Afogando e gelando em cada passo este vazio branco

Torna-se assim ela uma superficie de pureza de cor branca
Sao os caminhos marcados pelas palavras até nós
Até nós chegam as palavras que não se fazem notar
Pela nossa transparencia que nao é branca ou papel
Em que nao ha lado nem margem entre dois nem um
Encontramo-nos por nós neste lugar em comum.

terça-feira, janeiro 04, 2011

Eu aquele poste de luz

Pasmo de felicidade e com profunda admiração
Aquele poste de luz que ele luz a minha janela
Esta noite e a outra e tantas mais crónicas iluminações
Em que nunca o ouvi queixar-se nem da dor do stress

E coitado que quando chega a esta hora de render a guarda
E ouve o bichanar cacarejado dos galos que dizem mal dele
Não bastasse este boato de homens bichos galináceos
Anunciar-lhe que o dia o ia despedir por injusta causa

Mas esta cumplicidade que nos prende a terra dita mundo
Por razoes e sortes diferentes de eu ter luz noite e dia
Não o faz abandonar o posto e deixar de ser poste de luz
Porque o que prende aqui sou eu é ele e nunca catrapuz!

domingo, dezembro 19, 2010

Meia poesia a meio tempo

Na vida,quem assim o quiser,o tempo nunca ha-de correr contra eles.
Mesmo com as vicissitudes da mesma, o indiquem no sentido contrario.
Sera so na sua infima parte do momento,este que pelo seu nome em futuro,
nos diz que e importante nunca deixar de sonhar,virtude deste nosso tempo.

terça-feira, dezembro 07, 2010

7

Sete e o dia
Sete são as condenações que me recordo so neste momento
Momentos em como este em que me condenei
Uma e outra vez continuei mesmo condenado não ia ter fim

De todas estas vezes somo as voltas que dei na porta do Inferno
As vezes que caminhei longe de lá que foram sempre vitoriadas nos meus sonhos
Mas o corpo ali parado a espera de ser condenado não me virava costas
Indicava-me com uma verdadeira educação o meu lugar da mentira de vida

Então ali me sentava na beira de uma cama invalida de vida coçada
Um corpo que so ele pediu para ter as chagas da existência dada por aquela cama
Onde os sinais de alguma coisa se forçavam pelos olhos todos eles palpebras
Uma pequena semente de espírito que se salvava por uma lágrima corajosa

Correndo esta no sentido oposto do choro do vazio que se fazia sentir numa sala ao lado
Vazio que criou o corpo que se amaldiçoou-o ter nascido num momento condenado
Por ser a cárcere de um espírito a quem esquartejaram esperança até outro momento

Sete hoje sou teu filho condenado Sete dia de hoje nas palavras iluminado
Sete vezes estas rezas de pecado Sete se repetem por muitos os dias de um condenado

quarta-feira, setembro 01, 2010

Espelho meu, felicidade minha.

Deixo-me consumir pelos pecadilhos grão de areia do dia a dia.Com isso, esqueço-me de ser feliz por teima de um espirito de dinamica procrastinação.Ausente dos olhares da sua essencia, feita de tijolo de amor, que é a vontade de uma vida que toma um e outro rosto, quando estes não se inventam na textura de um quimerico espelho.

terça-feira, agosto 24, 2010

Tenho de ir já são horas.

Tenho de ir já são horas.
Nunca a existência da vida enganou tão bem o tempo.
Uma desculpa decapada e esfomeada que esconde a flacidez em que se tornou o eterno.
Mas toda ela se mostra como fosse senhora de um Relogio divino,em que as horas criminosas não lhe roubaram ou mataram a vontade de encher o corpo do enebriante eterno.
Por isso.Na sua anatomia de sentimentos,encontra vezes sem conta este seu estigma de Peregrino redundante.Que faz das horas que ja são, as mesmas que já foram o seu dia e a sua noite, que tornam amanhã a escrever a sua vida pelas mesmas palavras, pela linha do eterno, em tempos que e preciso faze-lo porque já são horas.

domingo, agosto 15, 2010

O Vazio e o Ser

Quando o vazio preenche o imenso ser que habita a vida.
Quando dei por ele,vivia paredes meias comigo.Dando-me por vezes aquela impressão perseguidora, que ate partilhava aquela mesma janela, onde olhava para o outro lado do mundo e imaginava montar ali um negocio de uma loja de espelhos.
Realmente estranhei a mudança.Cheguei a duvidar se seria a dele ou a minha.Nunca vi correspondência dele na minha casa.Passava sempre em silêncio junto a ele, sem qualquer despesa verbal de um bom dia ou boa noite.
A verdade,é que ele ja la vivia.Naquele condominio fechado.Antes da vinda do Adão e pouco a pouco tornou-se mais furtivo, culminando com a chegada da Eva.
Hoje conseguimos ter esta conversa,quando entrei com as minhas chaves pela sua porta de rosto igual.
Culpo este forçado engano, ao factor desta mudança, que distraida de andar sempre a namorar o tempo,traz estas confusões e suposições em retalhos de existência e em testemunhos de orações.Ou seja uma alinhavada lógica que protege,o imenso ser que habita a vida.

terça-feira, maio 18, 2010

Fadiga

Aquela cabeça perdida que faz
O toque entorpecido de todos os dedos

A voz presa no cortiço de uma língua
Joelhos prostrados a invalidez do sentado
Olhos que so se mostram na sua mingua

Pés de gente feitos em pés de vento
Corpo renasce!Pensa!Que vida é alento!

domingo, março 14, 2010

O acordar,A furia,O caminho.

Filha da tristeza.
Tu que de ignorante esperança
Morres semente apodrecida

Prova a aridez do silencio
Verbos de uma boca
Que não beijam nem salivam
Em terra maldita

Fertil,mãe de nada o teu acontecer
Esteril,a vontade que era bruta
Arrancada num tempo de um homem e a sabedoria
Para amanhã a viver onde cresce a luta

domingo, janeiro 24, 2010

Juventude,Adolescência.Palavras d´uma consciencia.

Escuto, esqueço palavras dormentes
Falam de amor vago e quente
Torram-me o espírito já cinzento
Pobre e sujo solto ao vento

Falam-me de ti, d´uma verdade
De uma monção que traz fertilidade
Um sopro de doce saudade
Que respiro em tom de felicidade

Deixa-me sentado numa aragem
As brisas do destino falam-me de uma saudade
O teu nome soa entre a folhagem
Sussurra o amor entre a verdade

A verdade torna-se um turbilhão de desejo
A minha felicidade em ti vejo
Porque o mundo escapa a dor
Quando em ti encontra o amor

segunda-feira, junho 08, 2009

O dia que tentaram viver

Foi no dia que eles tentaram viver
Deu-se a verdadeira morte do artista
O João Pestana das palavras
A morte dos ditos e chamados poetas
Amortalhados nas suas palavras de presságio

Foi o pranto dos seres que lêem a palavra vida
Por ali perdidas as mesmas palavras se lamentam
Pelos sentimentos que perderam o pai e a mãe

A tristeza, seca as lágrimas numas folhas ausentes de escrita
A alegria, procura onde está quem a trouxe ao mundo
Os outros filhos abraçam a mesma vontade dos irmãos
Todos pensam se ficaram órfãos da sua própria existência

Ali jaz uma condição que nunca será ela uma verdade
Numa morte anunciada durante o festejo desta vida
Poeta, homem e mulher, feitos de sonho e razão infinita.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Existo

Um dia fiquei sozinho no meio do mar
Dei conta que estava nos braços da mãe natureza
Que como o mar se estendia por cima de mim um céu

O azul tão dominador que nos rodeia e nos protege
Mais do que uns dos outros de nós próprios
Recordando-nos de quem realmente somos

O respeito de nos chamarmos homem e mulher
Seres de aspecto divino e de ignorância vivida
Aqui estou eu nome igual entre os largos biliões

Abraçado neste todo cujo nome pisado pelos meus pés
Agarrado sem tacto nas minhas mãos sem forma de tocar

Ao menos fosse alguém explicar pelo meio o como de respirar
Sermos nós biliões de partículas de oxigénio que vive solto

Dizer que no meio do céu e do mar existe uma multidão só
Capaz de dizer que é alimento daquilo que diz ser vida

quinta-feira, dezembro 18, 2008

É Natal

É Natal.
Tanta alegria no mundo
Que só apetece cortar os pulsos!
O direito..
Por cada bomba que rebenta
Deixando sem casa uma família de doze
Que se procuram em tamanha aflição
Desejando neste Natal
Continuarem a ser os mesmos doze
Unidos, mesmo sem um telhado
Que lhes permite ver o céu
E a estrela da boa nova
Aquela da historia de um messias
Que foi visitado por três
E agora nem olha para estes doze

É Natal
Tanta alegria no mundo
Que só apetece cortar os pulsos!
Agora o esquerdo…
Quando olho para o meu prato
Cheio de comida.
E enjoa-me saber que ali ao lado
Esta a minha mesa de miséria Franciscana
Comparada aos que deixam apodrecer alimentos
E falam de boca cheia.
Arriscando-se a ter um enfarte da alma
Isto se verem uma criança de oito anos
Receber algo mais precioso que ouro, incenso e mirra
Um simples saco de farinha.
Que pelo facto de ser um
Partilha-o com a sua mãe sozinha
Que amamenta o seu irmão mais novo
O mais recente familiar de doze.

É Natal
Tanta alegria no mundo
Por favor! Não cortes os pulsos!
Porque neles corre o sangue
Que dão vida ás tuas mãos
Capazes de fazer em cada dia do ano
Para todo o mundo.
Um verdadeiro Natal.